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Paraná

PF deflagra operação em combate a crimes contra a Previdência

NA MANHÃ DESTA TERÇA-FEIRA EM PONTAL DO PARANÁ

Agora Litoral
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a operação Octopus, em combate a crimes contra a Previdência no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O alvo é uma organização criminosa especializada em fraudar aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e pensões por morte.

Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba, são cumpridos por aproximadamente 70 policiais federais, que contam com o apoio de 10 servidores da secretaria.

De acordo com as investigações – que tiveram início em 2017 – as fraudes aconteciam desde 2013 por meio da criação de vínculos empregatícios falsos, que eram inseridos nos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e cobriam uma faixa de tempo de serviço de um a 15 anos.

Desta forma, era possível fraudar o tempo de contribuição do trabalhador e, assim, conseguir a aposentadoria. Ao todo, foram criados aproximadamente 800 vínculos falsos para mais de 500 trabalhadores.

As investigações revelaram que a organização era chefiada por um agenciador de aposentadorias, reincidente em crimes contra a Previdência. Há fortes indícios de que o esquema criminoso conte com a participação de dois servidores do INSS, três contadores, dois advogados e outros intermediários de benefícios previdenciários. Quem obteve benefícios irregularmente terão suas aposentadorias revisadas pela autarquia previdenciária.

As medidas judiciais foram cumpridas nas cidades paranaenses de Curitiba, Araucária e Pontal do Paraná; além de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina; Erechim e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul. Foi determinado, ainda, o arresto de bens e bloqueio de contas bancárias dos envolvidos, bem como o afastamento dos servidores do INSS, de cargos de chefias e das atividades de concessão de benefícios previdenciários.

Prejuízo
A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (COINP) da Secretaria estima o prejuízo em cerca de R$ 3,7 milhões com o pagamento de 52 benefícios obtidos de forma fraudulenta. Contudo, com a deflagração desta operação e o consequente desmantelamento da organização criminosa, o valor do prejuízo evitado à nação é de aproximadamente R$ 25,6 milhões, levando-se em consideração a expectativa de sobrevida da população brasileira.

Por meio de inquéritos policiais os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato majorado e inserção de dados falsos em sistemas corporativos do Governo Federal, com penas previstas de até 20 anos de prisão se somadas. A análise do material apreendido e a conclusão das investigações poderão revelar outros crimes.

Os presos e o material apreendido foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal onde permanecerão à disposição da justiça.

Informações Polícia Federal

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