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Má utilização de equipamento atrasa liberação de cargas em Paranaguá

Do PORTAL MARÍTIMO
Apesar de se consolidar como um dos principais terminais de carga da América Latina, o Porto de Paranaguá ainda apresenta inúmeros desafios para quem depende do terminal para envio ou recebimento de cargas.

A instalação do novo scanner digital usado para inspecionar cargas que desembarcam no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) é um exemplo e, em vez de agilizar o processo de despacho de produtos, em algumas situações se transformou num entrave para quem precisa despachar ou receber produtos.

Em 2014, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) investiu R$ 15,7 milhões na contratação do novo sistema de segurança do terminal para ampliar o controle sobre os produtos que circulam pelo terminal, que tinha como objetivo aumentar a eficiência e a agilidade do fluxo de cargas. O scanner digital começou a operar em outubro do ano passado, porém a novidade se transformou em uma verdadeira dor de cabeça para os empresários.

O equipamento gasta menos de um minuto para inspecionar contêineres, mas da forma como está sendo utilizado pela Receita Federal resulta em prejuízos para alguns empresários.

O empresário Kleber Fontes, diretor do Grupo Casco Comércio Exterior e Logística, explica que o procedimento para a análise do conteúdo dos contêineres depende da Receita Federal, já que todas as imagens escaneadas são enviadas diretamente para o sistema da Receita. Entretanto, os agentes da Receita também podem encaminhar a carga para conferência aduaneira. Quando isso acontece, o novo processo pode levar até 45 dias, o que resulta em gastos com armazenagem e “demurrage”, que é a cobrança aplicada pelo armador pelo atraso na devolução do contêiner.

Fontes salienta que os critérios da Receita Federal para encaminhar a carga para conferência aduaneira não são claros e as despesas envolvendo esse novo processo são muito altas e acabam inviabilizando as importações. “É lamentável ter a retenção da mercadoria por parte da Receita Federal sabendo que o processo de scanner é muito rápido, leva menos de um minuto. Além das despesas, o importador corre o risco de perder credibilidade junto aos seus compradores, porque há um reflexo no prazo para a entrega das encomendas”, analisa o empresário.

Fontes destaca a importância da correta fiscalização das cargas que transitam pelo Porto de Paranaguá, mas defende a implementação de um sistema mais ágil para a checagem. “Caso contrário, todo o investimento em equipamentos como o scanner é um dinheiro perdido, pois o empresário paranaense continua sofrendo com a demora na liberação de suas cargas”, enfatiza.

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