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Paraná

Ratinho anuncia contratação de 317 novos leitos de UTI para combater coronavírus

Número total desse recurso hospitalar pode chegar a dois mil leitos

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Foto: Rodrigo Félix Leal

Novas medidas de saúde para o enfrentamento do coronavírus no Paraná foram anunciadas pelo governador Ratinho Junior (PSD) em uma coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (26).

Entre elas, a contratação de mais 317 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e de 731 leitos de enfermaria. A previsão é de que eles estejam disponíveis em até dez dias, segundo o secretário de Saúde Beto Preto.

O número total desse recurso hospitalar pode chegar a dois mil, somados aos leitos que já existem no estado.

Ratinho Júnior anunciou ainda a compra de alguns leitos em hotéis de várias cidades para profissionais de saúde que estão na linha de frente de combate à doença que eventualmente precisarem de isolamento de suas famílias.

Para o governador, o número de casos confirmados da Covid-19 pode aumentar consideravelmente porque o número de testes do Laboratório Central do Paraná (Lacen) aumentou.

ISOLAMENTO DOMICILIAR É ESSENCIAL
Ratinho Júnior frisou que a orientação é para que a população mantenha o isolamento domiciliar.

“Orientamos para que as pessoas que puderem, que fiquem em casa. Principalmente cuidando dos idosos e dos que estão nos grupos de risco”, disse.

A estimativa do Ministério da Saúde é que cerca de 10 mil pessoas sejam contaminadas com o vírus no Paraná, mas o secretário Beto Preto afirmou que o estado tem planos para um cenário mais grave, de até 30 mil casos no estado.

Ratinho Júnior destacou ainda que todos os dias estão sendo anunciadas novas medidas para evitar a aglomeração de pessoas e que, se for necessário, o Paraná pode chegar a ter a determinação de quarentena.

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Justiça determina que mulher se retrate após divulgar Fake News

Postagem dizia que duas pessoas tinham morrido por coronavírus na UPA de Paranavaí

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Uma mulher foi obrigada a fazer uma postagem se retratando nas redes sociais após divulgar notícias falsas (Fake News) de que pessoas tinham morrido na Unidade de Pronto Atendimento de Paranavaí, no noroeste do Paraná, em decorrência do coronavírus.

A decisão liminar do juiz João Guilherme Barbosa Elias, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Paranavaí, foi publicada na quarta-feira (25).

No post que motivou a ação, a mulher, que mora em Maringá, no norte do Paraná, disse que duas pessoas tinham morrido na UPA vítimas da Covid-19 sem fazer o teste.

No entanto, de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) na quinta-feira (26), a cidade tem um caso confirmado de coronavírus, e nenhuma morte tinha sido registrada pela doença no Paraná

Segundo a prefeitura de Paranavaí, a UPA sequer registrou óbitos por problemas respiratórios.

A decisão diz que a mulher “excedeu os limites”, que a postagem foi um “desserviço à atual situação por apresentar dados incorretos” e que “pode causar pânico, medo, insegurança e desconfiança”.

RETRATAÇÃO
A decisão determinava que ela postasse uma retratação, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Na postagem em que desmente a notícia falsa, a mulher diz que não tem conhecimento técnico para falar sobre possíveis mortes por coronavírus.
O procurador do município de Paranavaí, Benjamim Marçal Costa, afirmou que o município entrou com a ação porque mensagens sem confirmação podem causar pânico nas pessoas.

“A moça que publicou essa notícia fez na melhor das intenções, mas a gente sempre recomenda que busquem as informações verdadeiras, não podemos postar mensagens sem confirmar”, afirmou o procurador.

Na decisão, o juiz afirmou que é “lamentável a necessidade de se movimentar a máquina pública para ‘censurar/repudiar’ condutas colidentes com a cidadania e o simples respeito ao próximo”.

A Prefeitura de Paranavaí informou que, após a retratação, o município vai formalizar o encerramento do processo.

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Governo analisa propostas para ligar ferrovia do Oeste ao Porto de Paranaguá

Propostas foram apresentadas à Comissão de Licitação do DER/PR

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Extensão total é de 1,2 quilômetros de via férrea

As propostas dos consórcios interessados em elaborar estudos para implantação e readequação da malha ferroviária estadual já estão sendo analisadas pelo governo. A ideia é ligar o Oeste do Paraná ao Porto de Paranaguá, em uma extensão total de 1,2 quilômetros de via férrea.

A contratação do consórcio responsável por elaborar os Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) da Ferroeste faz parte do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, que conta com financiamento de mais de R$ 940 milhões do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

Quando estiver concluído, o EVTEA-J irá compreender trechos de ferrovia entre Maracaju (MS), Guaíra, Cascavel, Guarapuava e Paranaguá, além do ramal Cascavel/Foz do Iguaçu.

Os consórcios que disputam a licitação foram selecionados após chamamento público e a abertura das propostas de elaboração do EVTEA-J aconteceu na sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), em Curitiba, na última semana.

PARÂMETROS PARA UM MODELO FERROVIÁRIO
Os estudos têm o objetivo de compilar informações e definir parâmetros básicos de estruturação de um modelo técnico e operacional do transporte ferroviário no Estado. O orçamento inicialmente referenciado é de cerca de R$ 20,8 milhões.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, assinala que a intenção é diminuir os atuais gargalos existentes neste modal, garantindo mais eficiência na movimentação de cargas e maior competitividade no setor produtivo do estado.

“Um dos pilares da economia paranaense é o agronegócio, principalmente por conta da exportação de produtos como soja, milho e trigo, que saem do porto de Paranaguá”, disse o secretário.

De acordo com Alex, é essencial que o Governo possa garantir o transporte desses produtos nas ferrovias, ligando as zonas produtoras ao porto.

“A elaboração desse EVTEA-J é o maior estudo ferroviário em curso no Brasil atualmente”, afirmou.

O diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, é entusiasta do projeto.

“Estamos no caminho certo para resolver o gargalo logístico do Paraná. Este projeto será transformador para nosso estado. A disputa está sendo muito acirrada, com a participação de consórcios de excelente qualidade e bons acervos técnicos”, comentou.

DETALHAMENTO DO PROJETO
Os estudos de viabilidade avaliarão as possibilidades de implantação de dois trechos: o primeiro é a ferrovia Paranaguá/Maracaju (MS), com extensão aproximada de 1.191 quilômetros, enquanto o segundo trata-se do ramal ferroviário Cascavel/Foz do Iguaçu, com extensão aproximada de 179 quilômetros.

Entre outras coisas, o EVTEA-J deve buscar alternativas para possibilitar a interoperabilidade entre os trechos e a malha existente; justificar a viabilidade econômico-financeira dos trechos que compõem o corredor Oeste, considerando a demanda de cargas de exportação e importação existente.

A iniciativa visa a permitir o transporte de cargas até o Porto de Paranaguá de forma rápida, segura, eficiente e economicamente atrativa, além de buscar o melhor traçado para a implantação do projeto, considerando o aproveitamento do trecho já em operação entre Cascavel e Guarapuava.

Os trechos a serem contemplados pelos estudos estão subdivididos em:

  • Maracaju (MS) – Dourados (MS) (106 km)
  • Dourados (MS) – Guaíra (254 km)
  • Guaíra – Cascavel – Ibema (201 km)
  • Ibema – Goioxim (136 km)
  • Goioxim – Guarapuava (67 km)
  • Guarapuava – Prudentópolis (74 km)
  • Prudentópolis – Engenheiro Bley (158 km)
  • Engenheiro Bley – São José dos Pinhais – Alto da Serra (75 km)
  • Alto da Serra – Pé da Serra – Morretes (62 km)
  • Morretes – Paranaguá (19 km)
  • Paranaguá – Pontal do Paraná (39 km) e ramal Cascavel – Foz do Iguaçu (179 km)

A licitação acontece na modalidade de Seleção Baseada na Qualidade e Custo (SBQC), em que empresas pré-selecionadas foram convidadas a apresentar propostas técnicas e de preço.

Todos os documentos e informações sobre esta licitação podem ser acompanhados na página Compras Paraná.

O consórcio será declarado vencedor de acordo com análise combinada de suas propostas técnicas e de preço.

No caso das propostas técnicas são avaliados três critérios: experiência prévia; adequação da metodologia e plano de trabalho ao proposto no edital e qualificação dos profissionais participantes na elaboração do projeto.

Nas propostas de preço o critério é o menor valor oferecido. O prazo previsto para execução dos estudos é de 12 meses, a partir da data de emissão da Ordem de Serviços.

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Boletim da Sesa mostra que Paraná tem 97 casos confirmados de coronavírus

Novos pacientes são 14 homens e 13 mulheres, com idades entre 20 e 77 anos

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais 27 casos de coronavírus no Paraná nesta quarta-feira (25). São 14 homens e 13 mulheres com idades entre 20 e 77 anos, de Curitiba (19), Pinhais (1), Foz do Iguaçu (1), Maringá (1), Ponta Grossa (2), Faxinal (1), Campo Mourão (1) e São Paulo (1), fora do Estado.

O panorama da doença no Paraná é de 97 casos confirmados, 483 descartados e 3.588 em investigação. Nas últimas 24 horas, a Secretaria da Saúde descartou 286 casos manualmente devido à instabilidade constante do sistema do Ministério da Saúde.

Históricos de viagens e demais informações sobre casos confirmados podem ser verificados junto às secretarias municipais de saúde. Até o momento, o Paraná não tem nenhum caso registrado de transmissão comunitária.

34 CASOS SUSPEITOS NO LITORAL
O Boletim divulgado nesta quarta-feira (25) mostra um crescimento de casos suspeitos no Litoral do Paraná, que passaram de 16 para 34 num espaço de 24 horas.

A cidade de Paranaguá tem 17 casos suspeitos; Guaratuba 8; Pontal do Paraná 4; Matinhos 3; e Morretes tem 2 casos sendo investigados.

DADOS – Todas as notificações pelos serviços de saúde de síndromes respiratórias constam no boletim como casos em investigação. A medida cumpre a Portaria nº 454/2020, do Ministério da Saúde, que estabelece novos critérios e procedimentos.

Diariamente, os serviços de saúde dos 399 municípios do Paraná notificam os atendimentos de síndromes respiratórias via sistema, o que explica o aumento diário significativo nos números em investigação. Porém, nem toda notificação quer dizer que o caso seja considerado como suspeito.

A Portaria do Ministério da Saúde exige a notificação imediata. Após isso, o serviço de saúde municipal, através da análise clínica, define se aquele paciente é um suspeito em potencial e verifica a necessidade, ou não, da coleta de amostra para a realização de testes. Ou seja, o número de casos em investigação não significa que todos são considerados suspeitos.

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