Ativista rebateu nota oficial da Câmara e prometeu comparecer novamente no prédio para assistir a sessão

Agora Litoral
O ativista Luciano Carvalho de Sá, o Luciano Mergulhador, que foi impedido de entrar no prédio da Câmara de Vereadores de Paranaguá na noite de terça-feira (19), contestou todos os argumentos do Poder Legislativo Municipal sobre o episódio. Em entrevista ao Agora Litoral, disse, entre outras coisas, que a nota oficial da Câmara de Paranaguá distorceu a verdade do ocorrido.

“Pra começo de conversa, essa história de que fui preso porque teria provocado desordens na Câmara não é verdadeira; fui retirado sim da sessão, mas erroneamente. Quem começou a tal baderna foi outra pessoa; como sou o mais visado acabei sendo responsabilizado, mas não deu em nada. Fui inocentado de todas as acusações, e os advogados da Câmara são testemunhas disso”, afirmou.

De acordo com Luciano Mergulhador, “no momento em que o juiz assistiu os vídeos da sessão, concluiu que, ao invés da Câmara tentar me prender deveria é aprender democracia comigo”.

Segundo ele, este ano tentaram fazer a mesma injustiça feita contra ele em 2016. “Quem começou a bagunça na sessão que foi interrompida foi o irmão do Prefeito, o coronelzinho, que não soube administrar porque é uma pessoa desequilibrada”, observou.

O ativista recordou que no momento em que foi solicitado que ele sentasse, ele obedeceu, mas sentou no chão, o que motivou a ordem do presidente da Câmara, Marquinhos Roque, de suspender a sessão.

PROIBIÇÃO
Sobre ter sido impedido de entrar na Câmara na terça-feira (19), Luciano Mergulhador disse que, ao contrário do afirmado na nota oficial, a alegação é que ele, na sessão do dia 14 ele teria causado um pequeno tumulto.

“Só no final da noite é que surgiu a história de que eu estava de capacete, mas eu não estava. Confundiram propositalmente minha máscara de paintball com capacete. E ela não cobre o meu rosto”, argumentou.

Ao concluir, Luciano Mergulhador lamentou o que chama de coronelismo. Disse que Paranaguá está voltando a um período de trevas, da Inquisição.

“Tanto o coronelzinho (Marquinhos Roque) como o coronelzão (Marcelo Roque) tem essa de tentar adivinhar as coisas. Presumiram que eu iria fazer algo que eles não iriam gostar e não deixaram eu entrar num prédio público. Não gostam dessa luz de consciência que a gente traz pro povo. Essa luz deve deixar eles doentes”, ironizou.

Por último, Luciano Mergulhador anunciou que nesta quinta-feira novamente irá à Câmara para assistir a sessão ordinária.

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