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Paraná

Programa Escola Segura será estendido para mais 150 escolas

Iniciativa já atende 81,7 mil alunos

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Colégio Estadual Flávio Warken, em Foz do Iguaçu

O Governo do Paraná prevê implantar o programa Escola Segura em mais 150 escolas em 2020. A iniciativa, que reforça a segurança nos colégios estaduais, funciona hoje em 77 unidades que atendem 81,7 mil alunos.

“O programa teve resultados expressivos e grande aprovação da comunidade escolar”, afirmou o chefe da Casa Civil, Guto Silva. “A queda de ocorrências, com acionamento da Patrulha Escolar, caiu muito, chegando, em alguns casos, a mais de 70%”, disse.

Para auxiliar a expansão do programa, o governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou a lei 20011, que altera legislação anterior, de 2017, modificando os critérios para enquadramento de veteranos no Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários – CMEIV.
MUDANÇAS – Na prática, a nova lei amplia o universo de inativos que poderão participar do Escola Segura. “As mudanças feitas vão facilitar o processo de convocação de policiais para exercer atividades junto ao poder público”, acrescentou Silva.

Pela nova redação, poderão integrar o CMEIV o militar estadual que tenha sido transferido para a reserva remunerada com proventos integrais; compulsoriamente por ter atingido a idade limite; ou que tenha sido transferido para a reserva remunerada, com proventos proporcionais. Em todos os casos, o militar deverá atender os requisitos de comportamento e atuação estabelecidos pela corporação.

Secretário chefe da Casa Civil, Guto Silva. Foto: Rodrigo Felix Leal

“Existia uma grande demanda de policiais inativos que tinham interesse em participar do Escola Segura, mas eles esbarravam em duas exigências: a obrigatoriedade de cumprir no mínimo dois anos de reserva e o impedimento daqueles que iam para a reforma automaticamente. A lei muda isso, reduzindo a restrição”, explicou o chefe do Estado-Maior da PM do Paraná, coronel Lanes Randal Prates.

Cabo Andrade, policial voluntário do Colégio Estadual Ivete Martins de Souza, em Piraquara. Foto: Arnaldo Alves

SELEÇÃO – O processo seletivo para participar do programa e o treinamento intensivo dos selecionados continuarão responsabilidade da Polícia Militar.

Até o final do ano, a PM prevê a publicação de um edital de chamamento, já com base na nova lei, que vai oferecer as 48 vagas ainda não ocupadas das 200 autorizadas este ano pelo Governo. Hoje, 152 policiais militares da reserva atuam no Escola Segura nas cidades de Londrina (25 escolas), Foz do Iguaçu (12 escolas) e na Região Metropolitana de Curitiba (40 escolas).

Um edital com novas vagas deverá sair no início de 2020. “O programa será ampliado porque foi um sucesso absoluto, com adesão de professores, diretores, pais, alunos e também dos policiais. O Escola Segura trouxe tranquilidade para os colégios”, afirmou o coronel Prates.

Colégio Estadual Professora Marilze Da Luz Brand, em Araucária. Foto: Geraldo Bubniak

COMO FUNCIONA – O Escola Segura integra a Polícia Militar e as secretarias de Estado da Educação e do Esporte e da Segurança Pública. Criado neste ano para estreitar laços entre comunidade escolar e A PM, o programa prevê a presença física de policiais militares da reserva nas escolas em dois turnos, das 7h às 15h e das 15h às 23h, e também o suporte de unidades móveis e integração com o serviço de inteligência da área de segurança.

O programa também foi pensado para complementar as atividades preventivas já desempenhadas pelo Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC).

Da AEN / Fotos: Jaelson Lucas

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PCPR cerca quadrilha envolvida no tráfico de drogas e homicídios em Curitiba

Operação ocorre desde as primeiras horas desta segunda-feira.

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ATUALIZADA ÀS 11H45
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas, desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (29), em operação contra suspeitos de um homicídio consumado e outro tentado, no bairro Parolin, em Curitiba.

O objetivo é cumprir 12 mandados judiciais, sendo quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão.

Para realizar a missão, 65 policiais civis – das áreas de investigação, inteligência e operações especiais – fazem um cerco na região de atuação do grupo criminoso, onde estão sendo cumpridos os mandados.

Cães farejadores da PCPR auxiliam nas buscas por drogas, armas e foragidos. Mais de 20 viaturas estão sendo utilizadas.

Os alvos da ação são indivíduos suspeitos de envolvimento no assassinato de Douglas dos Santos Rodrigues, de 20 anos, e na tentativa de homicídio contra uma segunda vítima, de 23. Os crimes ocorreram no dia 3 de junho deste ano.

Durante as investigações, a PCPR apurou que os suspeitos dos crimes fazem parte de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas na região do Parolin. Além disso, os indivíduos estariam ameaçando moradores da região para que não contribuam com as investigações em andamento.

OS CRIMES – Na ocasião dos fatos, Douglas Rodrigues estaria “soltando pipa” junto com um amigo. Em determinado momento, quatro suspeitos em um veículo Ford/Fiesta preto chegaram perto das vítimas e logo em seguida realizaram diversos disparos de arma de fogo, atingindo a cabeça, tórax, costas e demais partes do corpo de Douglas, que morreu no local. O outro rapaz também foi atingido, mas sobreviveu.

MOTIVAÇÃO Nas investigações, a PCPR apurou que a motivação do crime estaria relacionada com desavenças em relação ao tráfico de entorpecentes na região. Douglas Rodrigues não teria deixado que os criminosos utilizassem sua casa como ponto de venda de drogas. Aí decidiram matá-lo.

Três suspeitos pelo crime foram presos. Um quarto segue desaparecido.

Um dos suspeitos do homicídio

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Mais de 30 pinguins já chegaram ao Litoral no mês de junho

15 deles estão em atendimento médico no Centro de Estudos do Mar.

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Foto : Laboratório de Ecologia e Conservação UFPR (LEC)

Nesta época do ano é comum o aparecimento de pinguins no Litoral do Paraná. O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria com o Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná, orienta como o cidadão deve proceder, caso encontre essas aves no Litoral.
A principal ação é sempre procurar o atendimento correto de órgãos competentes. Caso as aves estejam em situação muito precária, é preciso dar proteção enquanto não chega o atendimento especializado.

Mais de 30 pinguins foram registrados no Estado neste mês de junho, mas a maioria já encalha morta. Atualmente, 15 aves estão em atendimento médico. Elas passam por processo de recuperação até serem devolvidas ao mar.
A espécie que mais aparece na costa paranaense é o Pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), que se desloca pelas correntes marítimas em busca de alimento, desde as colônias reprodutivas onde vivem, no centro-sul da Argentina.

Muitos chegam debilitados, possivelmente por serem jovens e não se alimentarem adequadamente durante a migração. Para os que são atendidos no Centro de Estudos do Mar da UFPR, o tempo de cuidado varia de dois a 90 dias, dependendo das condições de saúde.
“Eles passam por uma série de análises e exames até ficarem aptos a serem devolvidos ao mar”, explica a bióloga Camila Domit, coordenadora do Centro de Reabilitação de fauna marinha na UFPR.

“Alguns chegam muito fracos, necessitando de mais cuidados, mas é importante que o trabalho de reabilitação seja feito em no máximo 90 dias para evitar outros problemas que podem surgir pelo excesso de tempo no cativeiro”, completou.
Depois de recuperadas, as aves são marcadas e devolvidas ao habitat natural, com licenças do Instituto Água e Terra e do Ibama.

PROCEDIMENTO – Conforme o Instituto Água e Terra, ao encontrar pinguins no Litoral, a pessoa deve procurar um órgão competente para tratar da questão.

“É preciso acionar o Centro de Reabilitação de Fauna Marinha da UFPR, que tem toda a estrutura necessária para que eles possam voltar ao mar e retomar a sua rota”, explica a bióloga Gisley Paula Vidolin, chefe do Setor de Fauna do IAT.

O Centro também realizou treinamentos às equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar do Paraná, das Guardas Municipais do Litoral e das prefeituras para fortalecer a rede de parceria e correto atendimento às ocorrências de fauna marinha.
PROTEÇÃO – Além de acionar imediatamente os órgãos capacitados, a pessoa que encontra um pinguim deve, se possível, isolar a área e proteger a ave marinha de ataque de animais doméstico.

Nos casos em que o pinguim se encontra muito debilitado, sem nenhuma reação à aproximação e sem conseguir se mover, é indicado, com cuidado e atenção, enrolá-lo em uma toalha seca e mantê-lo em uma caixa de papelão até o resgate especializado chegar.

“Ao contrário do que em geral as pessoas pensam, os pinguins fogem do frio. É importante mantê-los aquecidos para evitar uma hipotermia”, explica Camila Domit.
CONTATO – A equipe de resgates do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) da UFPR, atua das 7h às 18h e atende pelos telefones 0800-642-3341 ou (41) 99213-8746.

Também é possível acionar as Secretarias Municipais do Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros, que participam da rede de colaboração ao atendimento à encalhe.

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade conduzida pelo Ibama, com o objetivo de avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias, atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. A UFPR monitora o Trecho 6, compreendido entre os municípios de Guaratuba, Matinhos, Pontal do Paraná, Paranaguá (Ilha do Mel) e ilhas de Guaraqueçaba.

Da AEN
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Febre Amarela: Boletim da Sesa confirma 299 mortes de macacos

Período sazonal 2019 -2020 termina nesta semana.

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O boletim divulgado na quarta-feira (24) pela Secretaria da Saúde do Paraná confirma 299 mortes de macacos contaminados pelo vírus no Estado. O monitoramento contabiliza dados desde em 1º de julho do ano passado. O período sazonal 2019 -2020 da Febre Amarela termina nesta semana

Ao todo, foram 900 notificações para epizootias no estado. Além das 299 confirmadas, 75 seguem em investigação, 91 foram descartadas para a febre amarela e outras 435 mortes de macacos foram por causas indeterminadas.

Em relação ao boletim divulgado anteriormente (10/06), a publicação de quarta-feira registra uma nova morte de macaco confirmada por febre amarela. Foi em Mallet, no Centro-Sul do estado.

O ciclo não apresentou casos de febre amarela em humanos; foram 123 notificações, mas 110 foram descartadas e 13 seguem em investigação.

“Temos redução quase total das ocorrências de mortes de macacos contaminados pelo vírus e nenhum caso em humanos. Porém, se ainda existe a morte de um animal por conta da doença, significa que o vírus está circulando no estado. Por isso, reforçamos a importância da vacinação contra a febre amarela”, afirma o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Segundo orientação do Ministério da  Saúde, desde 2018 todos os municípios do estado passaram a ser área de recomendação vacinal contra a febre amarela. No período de 2018-2019 o Paraná registrou 487 notificações, 17 casos confirmados e uma morte causada pela doença no município de Morretes.

A vacina está disponível em todos os municípios e a orientação é para que as pessoas busquem informação junto às secretarias municipais sobre os locais indicados neste momento para aplicação a dose.

A imunização contra a febre amarela é prevista para a faixa etária entre 9 meses a 59 anos, 11 meses e 29 dias. “Trata-se de uma vacinação seletiva, ou seja, a situação vacinal individual deve ser avaliada pelo profissional de saúde antes da aplicação”, explica a chefe do Programa estadual de Imunização, Vera Rita da Maia.

“A população não pode se descuidar. A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por um mosquito, e a melhor forma de prevenção é a vacina”, alerta.

Da SESA
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