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Paraná

Famílias de baixa renda não terão corte de água e luz por 90 dias, diz Ratinho

Governador anunciou medidas econômicas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (24) um pacote social de R$ 400 milhões para ajudar famílias paranaenses mais vulneráveis a enfrentarem a pandemia do novo coronavírus.

Entre as medidas estão auxílio financeiro para 300 mil famílias por cinco meses, novos limites de consumo nos programas sociais da Copel e da Sanepar, adiamento das parcelas dos programas de habitação da Cohapar e reforço na compra de insumos da agricultura familiar.

O governador afirmou que o pacote social é um conjunto de medidas que atende a necessidade daqueles que mais podem sofrer no curto prazo.

Algumas iniciativas já estão sendo efetuadas, como a distribuição da merenda escolar para beneficiários do Bolsa Família.

Ele também citou a importância de manter as medidas restritivas de circulação. “Estamos tomando medidas em cima de soluções adotadas em outros países. Estamos analisando diariamente os cenários e combatendo de forma organizada e planejada o novo coronavírus”, afirmou Ratinho Junior.

“Precisamos ter paciência, calma. É um período difícil para todo o mundo. Ter tranquilidade para atravessar esse momento. Todas as nossas equipes estão dedicadas 24 horas por dia para buscar as melhores soluções”, disse.

PACOTE ECONÔMICO – O Governo do Estado fará um novo anúncio nesta semana com medidas de estímulo à atividade econômica. Ele ainda está sendo construído em parceria com o setor produtivo, o governo federal e as equipes técnicas da administração estadual.

“Teremos um abalo econômico mundial. Nesse segundo estágio, vamos atender comerciantes, industriais, autônomos e microempreendedores”, complementou Ratinho Junior.

CONFIRA AS MEDIDAS

Liberação de recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza
O Governo do Paraná auxiliará 300 mil famílias em situação de vulnerabilidade social por cinco meses com R$ 300 milhões. Os recursos são do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Fecop) e vão ser distribuídos emergencialmente a famílias em situação de vulnerabilidade.

O valor será de R$ 50/mês por integrante que tem direito ao beneficio, podendo chegar a um máximo de R$ 200 por família a cada mês (totalizando, portanto, R$ 1.000,00 por família).

Das 300 mil famílias a serem beneficiadas, 180 mil já recebem benefícios dos programas Nossa Gente (estadual) ou Bolsa Família (federal), e, portanto, estão aptas a receber os recursos adicionais de forma imediata pela própria conta bancária onde já recebem o auxílio mensal.

Outras 120 mil famílias que receberão a ajuda emergencial são cadastradas ao Cadastro Único (CADúnico), mas atualmente não recebem nenhum tipo de benefício. Para estas famílias, a forma de pagamento ainda está sendo estudada em conjunto com a Caixa Econômica Federal.

O fundo foi criado em 2015 e é formado por recursos advindos de doações e contribuições de entidades públicas ou privadas, bem como de pessoas físicas, além de repasses do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza instituído pelo governo federal.

Tarifa Social da Água e Esgoto
A Sanepar adiou, por 90 dias, a cobrança de contas de água e esgoto para os clientes cadastrados na Tarifa Social. A data inicial ainda será definida. Em 31 de dezembro de 2019, estavam cadastrados na categoria Tarifa Social 184 mil famílias, cujo valor da tarifa é de R$ 15,56 ao mês (água e esgoto) com consumo de até 5 metros cúbicos. Acima deste consumo é cobrado excedente por m³.

Luz Fraterna
A Copel propôs mudanças no programa Luz Fraterna. O limite de consumo foi ampliado para 150 kWh por mês e as contas de luz de 217,5 mil famílias serão custeadas pelo Governo do Estado por 90 dias.

De acordo com as regras atuais, toda família cadastrada recebe 100% de desconto quando consome até 120 kWh por mês (subsídio pago pelo Estado). O aumento desse limite permitiu aumentar o benefício para mais 57,5 mil famílias.

Podem participar do Luz Fraterna famílias paranaenses com renda per capita de até meio salário mínimo inscritas na Tarifa Social Baixa Renda (programa do governo federal), e famílias com renda total de até três salários mínimos que tenham portador de doença ou patologia cujo tratamento demande o uso continuado de aparelhos elétricos de alta demanda.

Habitação
A Cohapar suspendeu a cobrança das parcelas dos mutuários por 90 dias e instituiu condições especiais de renegociação de débitos.

As prestações vencidas durante o período de suspensão poderão ser quitadas a partir do primeiro dia útil posterior ao término, a qualquer momento, até o último dia útil que antecede a data de vencimento da última prestação contratada, sem imposição de multa ou juros.

Cerca de 18 mil famílias serão beneficiadas com o adiamento, com impacto financeiro de R$ 3,8 milhões.

Merendas
Os alimentos adquiridos pelo Governo do Estado para compor a merenda escolar serão distribuídos para famílias de estudantes beneficiários do Bolsa Família. São cerca de 230 mil alunos inscritos no programa no Paraná. O Programa Leite das Crianças, que atinge 110 mil crianças entre 6 meses e 3 anos de idade e envolve 5 mil produtores rurais, também será mantido.

As escolas estaduais já estão se organizando para fazer a primeira entrega dos alimentos. Os voluntários da Defesa Civil foram acionados para ajudar na montagem e entrega dos kits.

O trabalho envolve uma grande força-tarefa, com a participação da Secretaria da Educação e do Esporte, Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes, Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil.

Ampliação da agricultura familiar
O governador também determinou a ampliação da compra de alimentos da agricultura familiar, o que inclui pequenas associações e cooperativas. Serão 3 mil novas famílias cadastradas, totalizando 25 mil em todo o Paraná.

O aporte extra será de R$ 20 milhões, também com recursos oriundos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Fecop). Os alimentos serão destinados para famílias em vulnerabilidade social, entidades sociais e hospitais filantrópicos.

São mais de mil instituições cadastradas no sistema da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, responsável por esse gerenciamento.

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PRF prende casal de idosos e apreende mais de 1 tonelada de maconha

Droga estava embaixo de uma carga de “pallets” e iria para Belo Horizonte.

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Apreensão foi na tarde de terça-feira em Nossa Senhora das Graças

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde de terça (14), 1.240 quilos de maconha em Nossa Senhora das Graças. A droga era transportada em uma carreta e iria para Minas Gerais. Um casal foi preso em flagrante.

Por volta das 15 horas, agentes da PRF, em deslocamento pela PR-317, observaram uma carreta com placas de Foz do Iguaçu e realizaram a abordagem do motorista.

No interior do caminhão, estavam um casal, o motorista, de 65 anos e sua esposa, de 63, ambos moradores de Foz do Iguaçu. Diante do nervosismo dos idosos, os policiais elevaram o nível da vistoria e solicitaram ao motorista que tirasse a lona da carreta.

Com acesso ao interior da carreta, os policiais verificaram que, embaixo dos “pallets” que estavam sendo transportados, havia uma grande quantidade de fardos de maconha, que após pesados, totalizaram 1.240 quilos da droga.

Aos policiais, o casal informou que a droga foi retirada em Cascavel e seria entregue em Belo Horizonte.

Diante dos fatos, a droga, o caminhão e o casal foram encaminhados para a Polícia Civil em Maringá, para o registro do crime de tráfico de drogas, que tem uma pena máxima de 15 anos de prisão.

Da PRF
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Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão e de prisão no Norte Pioneiro

Alvos são policiais militares e proprietários rurais da região.

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O núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpre na manhã desta quarta-feira (15), cinco mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão. São alvos dos mandados de prisão dois policiais militares e três proprietários rurais em São Sebastião da Amoreira, no Norte Pioneiro do estado.

Investigações do Gaeco e da 2ª Promotoria de Justiça da Auditoria Militar de Curitiba indicaram que policiais militares lotados em um posto da Polícia Ambiental na Rodovia PR-218 vinham recebendo benefícios ilegais para garantir a segurança das propriedades rurais e, eventualmente, permitir infrações ambientais.

Os policiais estariam omitindo-se de fiscalizar caça de animais silvestres no interior de uma das fazendas e até mesmo teriam participado de caça ilegal. Além disso, estão sendo investigados crimes de peculato dos policiais, consistentes na apropriação de doações de combustíveis e outros materiais destinados à Polícia Ambiental.

O Posto da Polícia Ambiental foi construído em meados de 2015 na área de uma fazenda, às expensas dos proprietários do local e de terras vizinhas.

Do Ministério Público do Paraná 
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Estado fecha ciclo de 12 meses com 227.724 casos de dengue e 177 óbitos

244 cidades estão em situação de epidemia e 31 em alerta.

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A Secretaria da Saúde do Paraná finaliza o período sazonal 2019/2020 de monitoramento da dengue com a publicação de boletim epidemiológico nesta terça-feira (14). O estado fecha o ciclo de 12 meses com 227.724 casos  e 177 óbitos confirmados pela doença.

O acompanhamento de julho 2019 a julho 2020 publicou 43 boletins epidemiológicos, com registros de casos confirmados, notificados, óbitos e  análises sobre os índices da doença nas regiões e cada município do estado.

Em relação ao período anterior entre 2018/2019, o aumento no número de casos confirmados foi de mais de 100%, quando o total de casos confirmados foi de 21.017.

“A doença segue como uma das maiores preocupações do estado”, disse o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

“Mesmo com a pandemia do novo coronavírus o Governo do Paraná não baixou a guarda no combate à dengue; estamos finalizando mais um ciclo, mas o monitoramento e as ações seguem em todo estado; os números são altos, existe uma epidemia de dengue e por isso reforçamos nosso apelo para a que população fique atenta e participe deste combate. A dengue pode ser evitada com a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da doença;  pesquisas mostram que 90% dos focos estão nos domicílios e podem ser removidos prevenindo casos da doença e mortes”, afirmou Beto Preto.

Ações – Ainda no final de 2019, antes mesmo do início da temporada considerada como pico da transmissão da dengue, que é o alto verão, o Governo do Estado decretou alerta máximo contra doença. As ações de combate foram intensificadas e todos os setores públicos foram convocados a participarem do combate ao mosquito Aedes Aegypti com a criação do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue no Paraná.

“Reforçamos as medidas de prevenção junto à população, implantamos a remoção técnica dos grandes criadouros com a participação de profissionais da Vigilância Ambiental da Sesa que se deslocaram até municípios mais afetados para esta eliminação, e realizamos  oficinas de manejo clínico para os profissionais da linha de frente; foram trabalhos com resultados expressivos quando mais de 100 cidades apresentaram redução de casos autóctones”, ressalta o secretário da Saúde do Paraná.

Entre fevereiro a junho deste ano, o Governo do Estado fez o aporte de mais de R$ 7 milhões beneficiando 216 municípios nas ações de ações de combate à dengue.

Dados – Os dados que finalizam o período apontam 360.472 notificações em 374 municípios, abrangendo as 22 Regionais de Saúde do Estado.

Hoje, 244 cidades estão em situação de epidemia e 31 em alerta para a dengue.

O informe mostra que 22.700 casos seguem em investigação.

Em relação aos óbitos por dengue o aumento em relação ao boletim do período anterior é de cerca de 80%. Entre 2018/2019 foram 22 óbitos e agora são 177 mortes provocadas por dengue.

Desde o início do período a Sesa já alertava para a possibilidade de aumento expressivo de casos devido ao novo sorotipo da doença, o Den-2, que até então não circulava no estado. O fluxo do subtipo diferente fez com que as pessoas infectadas evoluíssem para formas mais graves da dengue.

A validação do diagnóstico clínico para os casos confirmados de dengue, independente de exames laboratoriais, é apontada como outro fator significativo para o aumento do número de casos. A partir deste ciclo a Vigilância Epidemiológica passou a considerar o laudo médico já decisivo para confirmação de caso, sem a necessidade da realização de testes confirmatórios.

Apesar do encerramento do período sazonal, a Secretaria da Saúde do Paraná informa que a consolidação de dados de 2019/2020 será feita no mês de novembro junto com o fechamento das informações do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Da SESA
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