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Matinhos: “Fui vítima de armação” diz Simone da Saúde

Em vídeo publicado nas redes sociais, Simone da Saúde diz que droga “teria sido implantada” para tentar incriminá-la. Polícia Militar nega e diz que gravação tem o objetivo de colocar em dúvidas o trabalho dos policiais

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Foto: Grupo Diário do Estado / WhatsApp

Foto: Grupo Diário do Estado / WhatsApp

A candidata a vereadora Simone da Saúde (PSC), divulgou um vídeo em suas redes sociais onde classifica como armação política a apreensão de seu carro com 20 quilos de maconha na noite desta terça-feira (20). A veículo que está no nome dela foi interceptado pela Polícia Militar após o condutor Jean Alfred Quennehen não obedecer ordem de parada no posto da PRE da rodovia PR 508. Os policiais perseguiram o automóvel Ford KA e na revista localizaram a droga, que segundo o major César Kamakawa, seria para abastecer o feriado no município.

Veja o vídeo:

Simone disse no vídeo que foi excluído de sua linha do tempo logo após ser publicado, que está bem e que a situação será esclarecida. Ela afirmou na gravação que foi vítima de uma armação política e que a droga teria sido “colocada” em seu carro para incriminá-la. A Polícia Militar por sua vez disse que a postagem apenas teve o interesse de colocar sob dúvidas o trabalho dos policiais, que realizavam uma operação de rotina.

A candidata pelo PSC na chapa de Ruy Hauer, candidato à prefeitura apoiado pelo atual prefeito Eduardo Dalmora (PDT), deve ser intimada a prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, já que segundo suas próprias palavras, Jean é um de seus cabos eleitorais.

Simone da Saúde e Eduardo Dalmora em ações políticas - Foto: Arquivo

Simone da Saúde e Eduardo Dalmora em ações políticas – Foto: Arquivo

Impacto na campanha

A apreensão trouxe efeitos negativos para a campanha de Ruy Hauer (PR) devido a ligação de Simone com o atual prefeito Eduardo Dalmora – algo que esteve mais evidente entre os anos de 2009 e 2012 quando ela foi vereadora de Matinhos, eleita no partido do chefe do executivo da cidade.

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Saúde confirma mais um óbito e 204 novos casos de Covid no Litoral

Informe epidemiológico foi divulgado nesta quarta-feira

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O Litoral do Paraná teve confirmados mais um óbito e 204 casos novos de Covid-19 nesta quarta-feira (20). Os dados estão no informe epidemiológico da Secretaria do Estado da Saúde (SESA).

NOVOS CASOS – Paranaguá (148); Guaratuba (37); Morretes (8); Matinhos (4); Antonina (3); Pontal do Paraná (3) e Guaraqueçaba (1). Com essas informações a região litorânea acumula 17.240 casos desde o início da pandemia do novo coronavírus.

CASOS POR CIDADE – Paranaguá (10.224); Guaratuba (1.960); Antonina (1.379); Pontal do Paraná (1.183); Matinhos (1.160); Morretes (1.143); e Guaraqueçaba (191).

ÓBITOS – As sete cidades somam 306 mortos pela infecção. Em Paranaguá (151); em Guaratuba (41); em Antonina (34); em Pontal (27); em Matinhos (26); em Morretes (23); e em Guaraqueçaba (4).

RECUPERADOS – Dos 17.240 casos confirmados, 11.462 já teriam se recuperado da doença.

O Paraná acumula 508.348 casos confirmados, 374.087 recuperados e 9.114 mortos pela Covid-19.

BOLETIM DA SESA

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Idosos residentes em asilos começam a ser vacinados em Paranaguá

Serão quatro fases da imunização preconizadas pelo Ministério da Saúde

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Com a chegada do primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 nesta terça-feira (19), Paranaguá recebeu por meio do Ministério da Saúde e Governo do Estado 1.211 doses. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) elaborou o Plano Municipal de Vacinação contra Covid-19 em consonância com o Programa Nacional de Imunização.

Neste primeiro momento, serão vacinados, com a dose inicial, 948 profissionais de saúde que atuam em Paranaguá, 159 pessoas que residem e trabalham em instituições de longa permanência (asilos de idosos) e 30 indígenas aldeados.

“Com a chegada das primeiras doses, estamos agendando a vacinação in loco com as três instituições de longa permanência para iniciarmos as aplicações. Também estamos iniciando a logística para vacinar os profissionais de saúde e os indígenas”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde Maristela Cerqueira.

“Todo o esquema vacinal dos públicos preconizados pelo Ministério da Saúde já está pronto e o intuito é vacinar o máximo possível durante todo o ano de 2021, iniciando por aqueles que têm maior risco de agravamento de sintomas, como idosos, pessoas com comorbidades, entre outros públicos”, ressalta a secretária municipal de Saúde Lígia Regina de Campos Cordeiro.

O coordenador da Sala de Situação, Gianfrank Julian Tambosetti, destaca que o município está aberto para receber todos as vacinas autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e lembra que o limite de faixa etária pode variar para cada vacina de acordo com as orientações apresentadas em bula.

A princípio, a faixa etária testada apresentada pela maioria das vacinas é de pessoas com idade acima dos 18 anos.

“Serão quatro fases da imunização preconizadas pelo Ministério da Saúde. Com a vacinação ocorrendo gradativamente, a possibilidade de inibir a transmissão do vírus é grande. Isso não significa que as medidas de prevenção devem acabar. O uso de máscara, higienização em especial das mãos e distanciamento social precisam ser mantidos”, detalha Gianfrank Julian Tambosetti.

Fases da vacinação conforme novas doses forem enviadas:

1ª Fase por ordem prioritária: instituições de longa permanência para idosos; hospitais de referência ao atendimento da Covid-19; indígenas; outros hospitais e clínicas; e Forças de Segurança.

2ª Fase por ordem prioritária: idosos com mais de 70 anos com fatores de risco; idosos com 60 a 69 anos com fatores de risco; pessoas com 50 a 59 anos com fatores de risco; pessoas com 40 a 49 anos com fatores de risco, cidadãos com 30 a 39 anos com fatores de risco; moradores com 25 a 29 anos com fatores de risco; pessoas com 20 a 24 anos com fatores de risco; 18 a 20 anos com fatores de risco; e funcionários e população privada de liberdade. (Com agendamento por meio dos agentes comunitários de saúde).

A 3ª Fase corresponde ao grupo preconizado na fase anterior. Na segunda fase é necessário observar que será por ordem prioritária e por idade de forma decrescente: cardiopatas graves; diabéticos, hipertensos, obesos, portadores de doenças neurológicas, portadores de pneumopatias graves, pessoas com deficiências permanentes e severas, portadores de neoplasias, imunossuprimidos e transplantados e população em situação de rua.

(Com prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, exames, prescrições de medicamentos, relatórios médicos emitidos nos últimos 90 dias).

4º Fase: profissionais de limpeza pública (agentes e recicladores); profissionais de segurança pública (por idade); motoristas e cobradores (por idade); professores (por idade), taxistas e motoristas de transporte de aplicativos (por idade).

PLANO MUNICIPAL DE VACINAÇÃO

O Plano Municipal de Vacinação contra a Covid-19 tem o intuito de atingir a cobertura vacinal máxima e garantir que os grupos de alto risco tenham prioridade.

Os objetivos do plano de vacinação da cidade são:

  • apresentar o planejamento das ações para o processo de vacinação contra a Covid-19 em Paranaguá;
  • apresentar as potenciais vacinas a serem utilizadas no município;
  • estabelecer plano de vacinação para os grupos prioritários em conformidade com as orientações do Ministério da Saúde (MS) e estratégias elaboradas pela Secretaria Municipal de Paranaguá;
  • definir os procedimentos logísticos, de aplicação e monitoramento das vacinas aplicadas;
  • implantar o processo de farmacovigilância da vacina e insumos utilizados na vacinação contra a COVID-19 em Paranaguá.
Da PMP
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Filha médica relata perda do pai que morreu por Covid-19 no Paraná

“Me senti fracassada, devia ter brigado mais para ele se cuidar”

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Médica relatou sobre o dilema de precisar entubar o próprio pai por causa da Covid-19

Após mais de 10 meses sem poder encostar no pai, por prevenção, a médica Claudia Moschen Antunes passou a precisar estar perto dele, mas por um motivo desafiador: a Covid-19.

O idoso testou positivo para a doença, e ela o internou em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná.

Vitor Soares Antunes, de 75 anos, morreu vítima da doença no dia 2 de janeiro, mas a história dele repercutiu por meio das redes sociais da filha. Claudia postou um relato sobre os dias que esteve tratando do pai no leito de UTI.

Na postagem, a médica contou sobre o dilema de ser profissional da saúde e filha de paciente internado na luta contra o novo coronavírus.

A médica pneumologista e intensivista disse que, apesar do momento doloroso, quis compartilhar o caso para tentar fazer com que as pessoas pensem sobre a dor de perder alguém para o vírus e para que, assim, mantenham a preocupação sobre a prevenção da doença.

“Enquanto médica, sei que fiz tudo que pude. A única coisa que me arrependo é que eu deveria ter sido mais rígida com ele. Devia ter dito que ele não iria sair de casa, mas acho que não fui tão enérgica quanto deveria. Me sinto fracassada, pois devia ter brigado mais para ele se cuidar. Fracassei com meu pai como filha, pois depois que pegou o vírus não tinha o que fazer”, postou.

De acordo com a médica, o pai era aposentado, mas, mesmo durante a pandemia, trabalhava na oficina que tinha. Além disso, a filha conta que, neste período, o pai se encontrou com amigos que podem ter transmitido o vírus a ele.

Vitor Soares Antunes foi entubado pela filha médica, em Francisco Beltrão

Em entrevista ao G1, Claudia contou que, se pudesse, preferiria não ter tratado do pai, pois, como filha, tinha medo e sofria ao vê-lo no leito de UTI. Entretanto, ela relatou que não teve opção.

Os colegas de trabalho estavam afastados quando Vitor ficou doente, e a filha era a única médica do hospital que podia tratá-lo.

Na postagem, direcionada ao pai, Claudia disse ter tomado a decisão mais difícil da vida enquanto cuidava dele.

“Foi difícil pegar o resultado do seu exame, foi difícil tratar você. Você dizia que estava ótimo. Foi no décimo dia que sua oxigenação caiu. Internou imediatamente, recebeu todo suporte rápido e mesmo assim, 56 horas depois, eu tomo a mais difícil decisão da vida: te entubar!”

VEJA A POSTAGEM 

A médica disse que tem sido difícil atender pacientes após a morte do pai, mas afirmou que continua firme para ajudar outras vidas porque sabe que ele gostaria disso. A filha contou ainda que mantém viva as lembranças boas que ele deixou.

“Meu pai era pessoa mais tranquila que conheci. Acordava de manhã sempre com bom humor, nunca vi reclamar de nada. Ele sempre estava bem, até no hospital. Enquanto fazia o tratamento, eu disse que ele podia dizer se não estivesse bem. Aí, ele me respondeu: ‘Se a gente fala que está mal, a gente piora. Precisamos ter sempre pensamento positivo, dizendo que estamos melhor’. Ele era uma pessoa serena, me ensinou muito sobre honestidade e gentileza”, disse.

Vitor Antunes tinha 75 anos e era saudável, segundo a filha médica

Veja reportagem completa em G1 Paraná
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