Achado foi feito por um morador da localidade

Agora Litoral

Na tarde desta sexta-feira (12), o corpo de uma mulher, em estado de esqueletização, foi encontrado na região do Rio das Pedras, bairro Alexandra, em Paranaguá. Tudo indica que a vítima seria Lúcia Cordeiro, de 39 anos, que está desaparecida desde sábado (6).

A polícia tomou conhecimento do sumiço da mulher, na quarta-feira (10), depois que a filha dela, de 15 anos, pediu a ajuda de vizinhos, dizendo que tinha sido feita refém por um vizinho, o qual teria assassinado sua mãe.

O achado foi feito por um morador da localidade, por volta das 13h30 desta sexta-feira (12). Ele resolveu procurar o corpo por conta própria depois que as equipes policiais foram ao local e não tiveram êxito na localização de Lúcia Cordeiro, a mulher desaparecida.

O vigia aposentado Arlino Alves, de 66 anos, contou que é vizinho de Lúcia Cordeiro. “Ela morava nos fundos de minha propriedade e, na tarde de quarta-feira, tomamos conhecimento da situação e depois de conversarmos com policiais militares resolvemos procurar o corpo”, disse.

O homem disse que na manhã desta sexta-feira iniciou as buscas pelas imediações de sua propriedade e, à tarde, com a ajuda de familiares, acabou encontrando o corpo, em um córrego, depois de passar por uma área de mata, distante 300 metros de sua casa.

“Eu vi urubus em umas árvores e não tive dúvidas de que o corpo estava próximo. Então, quando me aproximei senti o forte cheiro e fui em direção ao local onde estava o corpo, o qual já se encontrava em decomposição, dentro de um saco destes usados para capturar caranguejos”, contou o aposentado.

Após a perícia criminal no local, o corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares, sendo reconhecido, através das roupas, mas os familiares não tinham documentos de Lúcia Cordeiro, os quais teriam sido queimados na casa dela.

Corpo foi achado em adiantado estado de decomposição. (Fotos: WhatsApp)

INVESTIGAÇÃO

Vizinhos relataram que a menor teria contado que escapou do agressor, depois que ele concordou em levá-la em casa para buscar seus documentos, pois pretendia fugir com ela.

A adolescente teria dito que ao sair na rua, conseguiu escapar e o suspeito então teria contado que havia matado sua mãe e jogado o corpo em um rio. Após o achado do cadáver, equipes da PM e da 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá foram à região, mas até o encerramento desta matéria nenhum suspeito tinha sido encontrado.

ESTUPRO

Uma irmã da menor, que mora no Jardim Ouro Fino, contou que a adolescente havia dito que o agressor teria agido com a ajuda de um casal. A garota teria relatado que, no sábado, saiu de casa para comprar pão, a pedido da mãe, e então foi abordada por uma mulher, que a levou para uma casa, onde ficou num quarto escuro. Neste local ela teria sido violentada pelo homem que matou sua mãe. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional do Litoral, para realizar exames.

Devido ao adiantado estágio de esqueletização do corpo, exames no IML não puderam apontar a causa da morte. Material foi colhido para exames de papiloscopia, para confirmar a identidade da vítima.

SUSPEITO

A Polícia Civil procura Luiz Carlos Pereira, que, segundo a menor, seria o responsável pelo homicídio da sua mãe e por mantê-la refém por quatro dias. Ele está desaparecido desde a fuga da jovem.

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