Multa a proprietários de imóveis com criadouros começará a ser aplicada a partir desta quinta-feira (9)

Agora Litoral
A Prefeitura de Paranaguá multará os proprietários de imóveis na cidade onde forem encontrados criadouros do mosquito Aedes Aegypti. A determinação foi anunciada nesta quarta-feira (8) durante abertura do Dia D de vacinação contra a dengue.

O valor é definido pela lei 527/2016 e pode variar de R$ 100 a R$ 600, dependendo do número de focos encontrados no local. O trabalho de fiscalização envolverá fiscais das secretarias municipais de Urbanismo, Saúde, Meio Ambiente, 16 guardas municipais da Patrulha Ambiental.

O último levantamento por amostragem realizado pelo Departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap) nos bairros de Paranaguá apontou “grande infestação”.

“Vamos entrar com a Guarda Ambiental em todas as casas e fazer cumprir a lei. E a multa vai para o IPTU ou diretamente para o CPF do cidadão. Já fizemos tudo: orientação, mídia, rádio, TV. Não tem o que fazer. A gente vai ter que fazer o cidadão sentir no bolso agora”, salientou o prefeito Marcelo Roque.

ESCALA DE MULTAS
O valor estabelecido por multa será de R$ 100 para imóveis onde foram identificados 1 ou 2 focos de vetores, cuja infração é considerada leve. Para os que tiverem 3 a 4 focos o valor sobe para R$ 200 (infração é média). Para os casos graves, com 5 a 6 focos, o valor é de R$ 400. Já nos que tiverem 7 ou mais focos, a multa estabelecida é de R$ 600 e considerada gravíssima.

Durante a tarde aconteceu uma reunião com as equipes da vigilâncias Sanitária e Ambiental com fiscais das secretarias municipais que participarão da fiscalização nesta quinta-feira. Eles discutiram detalhes das ações a serem realizadas. Tanto a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar darão apoio na entrada dos imóveis.

Na opinião do Prefeito, talvez desta forma a população ficará mais consciente da importância de se prevenir em relação ao mosquito Aedes Aegypti, eliminando os criadouros. “Não vamos pagar um preço caro por tudo aquilo que a gente já presenciou e viveu aqui no município. Não tem mais jeito”, declarou.

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