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Cmei em Curitiba retoma aulas com espaços transformados após 13 crianças serem feitas reféns

Prefeitura reforça segurança nas escolas municipais e implanta botão de pânico em creches após invasão na capital paranaense.

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Aulas são retomadas em CMEI onde crianças foram feitas reféns, em Curitiba; salas foram revitalizadas para minimizar trauma

As atividades presenciais no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, localizado em Curitiba, serão retomadas nesta quarta-feira (14). A reabertura ocorre após uma invasão na última sexta-feira (9), quando um homem armado com faca manteve 13 estudantes reféns em uma sala de aula. O suspeito ameaçava atear fogo no local jogando combustível, mas foi morto pela polícia após cerca de três horas de negociação. Todas as vítimas foram resgatadas salvas e sem ferimentos graves, embora quatro menores tenham passado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e recebido alta posteriormente.

Reforma para reduzir impactos emocionais

Para diminuir os traumas enfrentados pelos alunos, os ambientes escolares passaram por uma completa revitalização orientada por psicólogos. Profissionais da Secretaria Municipal da Educação (SME) atuaram em serviços de limpeza, pintura e na instalação de mobiliário inédito.

“Na quarta-feira o CMEI estará adequadamente preparado para recebermos as crianças, com novo visual e uma nova organização”, disse Denise Luciane Lipinski Rutkoski, chefe do Núcleo da Educação de Santa Felicidade.

A administração municipal também disponibilizou suporte psicológico e assistencial voltado tanto às famílias e aos estudantes quanto aos profissionais da instituição de ensino.

Novas estratégias de proteção na rede municipal

Como resposta ao episódio, a prefeitura estabeleceu um plano para ampliar a segurança em toda a rede de ensino. O patrulhamento da Guarda Municipal no entorno da unidade do São Braz terá reforço com uma viatura fixa posicionada em frente à creche até o término do ano.

Em paralelo, a frota de veículos dedicada às rondas escolares na capital paranaense dobrará de 10 para 20 unidades a partir desta quarta-feira, enquanto o contingente de agentes passará de 20 para 40 profissionais, focando principalmente nas unidades de educação infantil.

“Muro, cerca, controle de acesso, portas nas escolas, o entorno… São várias questões técnicas de segurança que vão ser revisitadas. Elas já existem, já há este cuidado, mas aproveitamos este momento para fazer novamente essa vistoria e, até o fim do ano, teremos todas as escolas de Curitiba com essa revisão feita”, detalhou Rafael Ferreira Vianna, secretário de Defesa Social de Curitiba.

Além disso, a gestão municipal determinou que, no próximo ano, todos os CMEIs contarão com botões de pânico, tecnologia já presente nas escolas municipais da cidade. As creches também receberão câmeras de monitoramento conectadas à Muralha Digital, facilitando o acompanhamento em tempo real e agilizando eventuais respostas da Guarda Municipal. A permanência de agentes fixos em pontos específicos ainda está sob análise. As diretrizes foram estabelecidas durante reunião de emergência realizada na terça-feira (13) pelo prefeito Eduardo Pimentel junto às pastas de Educação e Defesa Social.

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