As ações da Petrobras registraram alta superior a 1% na quarta-feira (14), impulsionadas por leves ganhos na cotação do petróleo e por dados operacionais expressivos. Conforme informações preliminares divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a extração de óleo da petroleira atingiu 2,96 milhões de barris diários no mês de setembro de 2026, representando um crescimento de 1% em comparação ao mês anterior.
Campos de Búzios e Tupi lideram alta O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos campos de Búzios, que apresentaram expansão mensal de 2%, e Tupi, que registrou um salto de 8%. O complexo de Búzios ultrapassou a marca de 1 milhão de barris por dia pelo segundo mês consecutivo, evidenciando a eficiência operacional das plataformas em atividade. Paralelamente, o campo de Tupi operou com cerca de 550 mil barris diários, recuperando o fôlego após oscilar próximo a 500 mil barris entre maio e agosto.
No terceiro trimestre de 2026, a média de extração ficou em 2,89 milhões de barris por dia, superando em 6% o volume do trimestre precedente e ficando acima dos 2,77 milhões esperados pelo consenso de mercado.
Perspectivas do Bradesco BBI Analistas do Bradesco BBI apontam que o cenário é altamente favorável e deve motivar revisões altistas nas projeções de EBITDA, lucro e geração de caixa para o trimestre. Contudo, especialistas ponderam que a volatilidade natural do setor exige cautela. “Apesar dessa ressalva, o desempenho de setembro é consistente com nossa curva de produção revisada, que considera produção de petróleo de 2,8 milhões de barris por dia em 2027 e 3,05 milhões em 2028. O fato de a companhia já ter alcançado um nível mensal superior à projeção anual de 2027 adiciona conforto à tese, embora não deva ser extrapolado de forma direta”, avalia o BBI.
Acordo milionário reforça caixa Além do avanço operacional, a estatal firmou acordos de equalização referentes aos reservatórios compartilhados de Berbigão e Sururu, conforme comunicado divulgado pela XP Investimentos. Com isso, a empresa receberá um montante líquido aproximado de US$ 859 milhões de seus parceiros consorciados até novembro de 2026, o que representa cerca de 0,52% do seu valor de mercado.
A individualização da produção foi aprovada pela ANP em abril, fixando a participação da Petrobras em 45,4% no campo de Sururu e 62,9% em Berbigão, com validade desde o início de maio.
Impacto financeiro e dividendos A XP Investimentos classificou a movimentação como um vetor positivo para os acionistas. A compensação financeira, embora prevista, deve fortalecer a liquidez da companhia e impactar positivamente os dividendos distribuídos no quarto trimestre de 2026. “Neste caso, o processo de individualização envolveu o Contrato de Concessão BM-S-11A e o Contrato de Cessão Onerosa. Como parte do processo, as empresas negociam compensações financeiras relacionadas a custos operacionais incorridos e receitas geradas pela produção antes da formalização dos acordos”, apontam os analistas da casa.







