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Nova descoberta de petróleo no Amapá eleva apostas da Petrobras na Foz do Amazonas

A estatal registrou o segundo achado no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa, enquanto enfrenta resistência judicial do MPF.

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Nova descoberta aumenta expectativa da Petrobras na Foz do Amazonas

A estatal energética brasileira reforçou seu otimismo em relação à Margem Equatorial após identificar novos indícios de óleo no poço Morpho, situado em águas ultraprofundas na bacia da Foz do Amazonas.

Expectativas e potencial da nova fronteira

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que o resultado obtido a 175 quilômetros da costa do Amapá fortalece a perspectiva de consolidação de uma região petrolífera inédita no país. O poço, formalmente catalogado como 1-BRSA-1405-APS, está situado em uma lâmina d’água de 2.886 metros de profundidade.

“Ainda não podemos garantir, mas tudo indica que estamos realmente abrindo uma nova fronteira exploratória. Existe o otimismo de que essa fronteira ajude a mitigar o déficit de produção no Brasil. Não sabemos se vamos ter uma descoberta com valor comercial, mas tudo indica que sim”, disse Magda.

Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que o volume potencial recuperável na Bacia da Foz do Amazonas pode atingir a marca de 10 bilhões de barris de óleo equivalente. O primeiro achado no mesmo poço havia ocorrido em agosto.

“Todas as etapas até agora estão confirmando as anteriores e esquentando a área. A cada nova notícia, estamos aumentando o valor destas áreas exploratórias para a Petrobras. Estamos esquentando o Amapá, o estado está ficando mais valioso a cada dia”, disse Magda.

Durante uma coletiva, a dirigente apresentou uma amostra do material recolhido e classificou a substância como “maravilhoso” e de baixa viscosidade. Parâmetros técnicos específicos, como o grau API, permanecem sob sigilo regulatório.

Cronograma de perfurações e testes

As operações de testes no poço Morpho devem prosseguir até o término de outubro, período após o qual a sonda será transferida para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, para atuar no prospecto Mãe de Ouro em novembro.

O retorno das atividades na Foz do Amazonas, especificamente no Bloco FZA-M-59, está agendado para o primeiro trimestre de 2027. O planejamento prevê a perfuração de três poços de delimitação para mensurar o volume das reservas e verificar a viabilidade comercial.

Contestação jurídica e ambiental

Enquanto avança na exploração, a estatal lida com barreiras legais. O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar suspender a licença ambiental emitida pelo Ibama em outubro de 2025.

A medida do MPF exige a interrupção imediata de perfurações e testes na área. A Procuradoria aponta riscos evidenciados por incidentes anteriores, como o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico em janeiro, e argumenta que houve descumprimento do direito de consulta prévia a povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais nos estados do Amapá e do Pará, conforme preceitua a Convenção nº 169 da OIT.

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