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Petrobras bate recorde de valor na bolsa após poço no Amapá

Estudo aponta potencial de até 10 bilhões de barris na região enquanto Ministério Público pede suspensão da licença

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Petrobras atinge recorde de valor de mercado após descoberta no Amapá

A Petrobras encerrou o pregão da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, alcançando o patamar histórico de R$ 700,08 bilhões em valor de mercado, conforme divulgado pela própria companhia.

Avanço expressivo na bolsa de valores Somente na sexta-feira (2), a empresa adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu montante total. As ações preferenciais apresentaram avanço de 2,81%, ao passo que os papéis ordinários registraram alta de 3,25%. O marco histórico coroa uma série de valorizações observadas ao longo de 2026, ano em que a estatal já havia batido recordes em março, abril e setembro.

O potencial da Margem Equatorial O recorde foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, situada na Margem Equatorial brasileira. Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, aumenta as expectativas pela abertura de uma nova fronteira exploratória no país.

Projeções e desempenho financeiro Um levantamento conduzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, aponta que o volume potencial total recuperável na Bacia da Foz do Amazonas pode atingir a marca de 10 bilhões de barris de óleo equivalente. Além disso, entre janeiro e setembro, a combinação do crescimento de valor de mercado e a distribuição de proventos resultou em uma geração de valor de aproximadamente 185% em dólar, superando concorrentes internacionais como Chevron, ExxonMobil, TotalEnergies, Shell e BP.

Contestação jurídica e ambiental Apesar do otimismo econômico, o projeto enfrenta forte resistência de órgãos fiscalizadores. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) protocolou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) um pedido para suspender imediatamente a licença ambiental e paralisar quaisquer atividades de perfuração ou testes no bloco marítimo FZA-M-59.

Argumentos do Ministério Público Federal O MPF fundamenta a solicitação em episódios recentes de incidentes operacionais, como o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar ocorrido em janeiro durante a operação de uma sonda na área. Os procuradores também destacam a suposta falta de consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas, povos indígenas e populações de pescadores artesanais do Pará e do Amapá, preceito assegurado pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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