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Polícia Militar investiga suposta compra de votos em posto de Paranaguá

Denúncia envolve equipe da vice-prefeita e candidata a deputada estadual Fabiana Parro e vouchers de combustível.

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Suposta compra de votos da campanha da vice-prefeita em posto de Paranaguá é denunciada à PM

Uma denúncia de suposta compra de votos ligada à campanha da vice-prefeita e candidata a deputada estadual Fabiana Parro (Podemos) foi registrada pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) na sexta-feira (2), em Paranaguá.

A dinâmica da denúncia no posto de combustíveis

O caso aconteceu no Posto Hoshina, situado na Avenida Dr. Roque Vernalha, no bairro Vila Paranaguá. Conforme o boletim policial, frequentadores do local notaram cerca de 10 indivíduos distribuindo vales para abastecimento em troca de votos para a candidata durante a noite.

A corporação foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). No endereço, testemunhas relataram que um motorista usou um voucher de R$ 200 vinculado à candidata Fabiana Parro para pagar pelo combustível.

Ação das testemunhas e desdobramentos policiais

Ao ser questionado por clientes se o ticket seria empregado para captação ilícita de sufrágio, o condutor fugiu. O frentista, assustado, interrompeu o serviço. Uma mulher autodeclarada candidata a deputada federal presenciou mais três abastecimentos similares e acionou as autoridades, aguardando junto a outros presentes para impedir a fuga dos suspeitos.

Os motoristas que ficaram no estabelecimento foram detidos. A PMPR informou que o boletim de ocorrência e os vouchers apreendidos serão remetidos à Polícia Federal.

Posicionamento do Posto Hoshina

Por meio de nota, o estabelecimento comercial declarou que a campanha de Fabiana Parro é cliente e compra combustíveis de forma legal, com emissão de notas fiscais.

O posto pontuou que os automóveis da campanha possuem cadastro regular e constam na prestação de contas eleitoral. No comunicado, o estabelecimento ainda afirma que “não participa de disputas políticas ou eleitorais” e que atua “de forma regular, responsável e em conformidade com a legislação”.

Além disso, a empresa relatou que “repudia qualquer tentativa de envolver empresas, instituições ou pessoas em situações de natureza político-eleitoral que não correspondam à realidade dos fatos”, classificando o episódio como uma “relação comercial legítima e regular”. A campanha da candidata não retornou aos contatos até o fechamento da matéria.

Histórico de cassações na cidade

A acusação surge em um contexto onde suspeitas de captação ilícita de sufrágio já provocaram processos de cassação contra três vereadores eleitos na atual legislatura em Paranaguá: Renan Brito (Progressistas), Mari Leite (Agir) e Fábio Santos (PSDB).

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) validou as cassações de Mari Leite e Fábio Santos devido à comprovação de compra de votos. Os casos ainda podem chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora recursos desse tipo geralmente não possuam efeito suspensivo automático.

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