–:–:–
Conecte-se conosco

Apoiadores de Flávio Bolsonaro ironizam morte de Marielle Franco no Rio

Manifestação aconteceu nas proximidades da PUC-Rio e gerou forte reação de familiares da vereadora assassinada em 2018.

31 visualizações
Bolsonaristas ofendem memória de Marielle Franco em ato no Rio

Um protesto realizado nesta terça-feira (13) por simpatizantes do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) nas proximidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) foi marcado por ataques à memória da vereadora carioca Marielle Franco, vítima de um homicídio com motivações políticas em 2018.

Contexto da manifestação e tensão

A mobilização ocorreu um dia após a instituição de ensino superior determinar a proibição de atos político-partidários em suas dependências até o encerramento do período eleitoral. Durante a concentração, participantes utilizaram um carro de som para proferir discursos contrários aos eleitores de Lula, que responderam com gritos e entoando “Marielle, presente”, resultando em um cenário de bate-boca e xingamentos mútuos.

Registros em vídeo compartilhados na internet mostram manifestantes debochando do crime. Um dos indivíduos presentes no veículo de som declarou: “Marielle está com papai do céu”, complementando em seguida com a frase, “ou no colo do capeta”.

Reação da família

Diante dos episódios, Luyara Franco, filha da parlamentar, utilizou as redes sociais para repudiar a atitude por meio de uma gravação.

“Zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política”, afirmou. “Transformar o assassinato da minha mãe em motivo de deboche é desrespeitar sua história, sua família e a luta de tantas pessoas que seguem exigindo justiça”.

“Marielle foi uma mulher brilhante, cientista social formada pela PUC-Rio, pesquisadora, mestre em Administração Pública e uma parlamentar que dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos. Uma mulher que pensava o Brasil com profundidade e trabalhava para transformá-lo”, diz a filha.

Por sua vez, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), irmã da vítima, manifestou solidariedade aos estudantes que apoiam o candidato petista.

“A minha irmã estudou na PUC-Rio e eu sou professora. A gente sabe o lado certa da história, que a gente está. A gente está aqui para dizer que a gente resiste”, afirmou.

O crime e condenações

O atentado aconteceu em março de 2018, quando o veículo que transportava a vereadora foi baleado no momento em que ela deixava um evento político na região central da capital fluminense. O ataque resultou na morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

Os executores confessos, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, receberam condenações em 2024. A Justiça também responsabilizou e condenou outros envolvidos no planejamento e execução do atentado, incluindo Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas fluminense; Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ; o major da Polícia Militar Ronald de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto.

Mais em Política

Ver tudo →