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Erika Hilton aciona TSE contra canal Tropa do Flávio no WhatsApp

Deputada federal pede a derrubada do grupo de apoio a Flávio Bolsonaro sob o mesmo argumento usado contra o canal pró-Lula.

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Erika Hilton aciona TSE contra canal “Tropa do Flávio” no WhatsApp

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) acionou, nesta 3ª feira (13.out.2026), o Tribunal Superior Eleitoral para pedir a suspensão do canal “Tropa do Flávio” no WhatsApp com o mesmo argumento usado para bloquear o canal “Exército do Lula”: falta de registro na Justiça Eleitoral.

Contexto político nas redes sociais Em seu perfil oficial no Instagram, a deputada afirma que o canal da oposição é gerido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) durante o 2º turno das eleições. Esse grupo teria um papel semelhante ao “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Acusação de tratamento desigual O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou nesta 3ª feira que o WhatsApp suspendesse o canal pró-Lula. Para Erika Hilton, a decisão se aplica igualmente à “Tropa do Flávio”, já que ambos são canais de apoiadores, não canais oficiais de campanha.

“Mas somente o canal de apoio a Lula e seus 4 milhões de membros estão sendo censurados pelas decisões do presidente do TSE”, disse a deputada.

Disseminação de conteúdo falso Segundo a congressista, o canal pró-Flávio estaria compartilhando desinformação com fins eleitorais. Segundo ela, o canal chegou a publicar imagens falsas de uma jovem durante ato no domingo (11.out) e uma imagem gerada por inteligência artificial com conteúdo racista, representando uma mulher negra limpando o vidro de uma estação de metrô na avenida Paulista.

Crescimento das comunidades O canal “Tropa do Flávio” foi criado em 6 de outubro, um dia depois do “Exército do Lula”. Este acumula cerca de 1,5 milhão de seguidores, enquanto o grupo lulista alcançou 4,3 milhões nesta 3ª feira (13.out).

Histórico das decisões judiciais Criado por Janones em 5 de outubro, o canal teve sua suspensão determinada em 11.out pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, e foi restabelecido no mesmo dia por ordem do corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

Novas determinações da Corte Nesta 3ª feira, uma decisão de Nunes Marques determinou novamente que o WhatsApp suspendesse o canal e estabeleceu condições para sua reativação, exigindo que o endereço do canal seja comunicado à Justiça Eleitoral no processo de registro da candidatura ou da coligação.

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