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Renan Santos culpa o capitalismo pelo fim do jantar em família

Presidenciável afirmou durante podcast que a industrialização e a emancipação feminina transformaram profundamente os hábitos modernos.

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Capitalismo destruiu o jantar em família, diz Renan Santos

O presidenciável pelo partido Missão, Renan Santos, declarou que o modelo econômico vigente provocou transformações profundas nos costumes e nas interações sociais, a ponto de enfraquecer momentos tradicionais de convivência, como as refeições coletivas em casa. A declaração foi dada durante participação no podcast Iron Talks, onde ele reforçou sua posição como postulante à direita na corrida eleitoral ao Palácio do Planalto.

Impactos sociais e a metáfora da caixa de Pandora

O político defendeu que a análise do sistema econômico precisa ir além da simples capacidade de produzir riqueza. Na visão dele, a industrialização provocou mudanças profundas no vínculo dos cidadãos com o trabalho, o campo, o núcleo familiar e a rotina diária. Para exemplificar esse fenômeno, o concorrente ao Executivo federal classificou o modelo econômico como uma força ambivalente.

“O capitalismo muda o significado das coisas. Então, o que antes era entendido como jantar para uma pessoa no século 19, era um momento que toda a família se encontrava, momento quase sagrado, hoje pode significar você olhando para a parede”, disse.

Emancipação feminina e referências culturais

Durante a entrevista, o candidato conectou essa evolução dos costumes ao processo de independência das mulheres, destacando a inserção feminina no mercado de trabalho e no ensino superior a partir do período pós-guerra. Ele pontuou que essa fase histórica ajudou a consolidar um estilo de vida diferente.

Para embasar seu raciocínio, o político mencionou referências literárias e filosóficas, como a obra On the Road, lançada em 1957 por Jack Kerouac, que retrata a busca por liberdade de costumes entre jovens norte-americanos da época.

Desterritorialização e influências teóricas

O postulante ao cargo máximo do país também recorreu aos conceitos dos pensadores franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari. A teoria aborda a desterritorialização, processo em que valores e práticas tradicionais perdem suas raízes originais para se moldarem a novas dinâmicas sociais impostas pelas exigências de produção e consumo.

Além disso, o candidato citou o crítico cultural britânico Mark Fisher, conhecido pela obra Realismo Capitalista, reforçando sua familiaridade com as teorias do autor: “É um grande autor, leio ele”.

O debate trazido pelo presidenciável coloca em pauta a discussão sobre como o avanço econômico e industrial redefine não apenas a economia, mas também a estrutura íntima da sociedade contemporânea.

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