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Fundador do Banco Master nega prejuízo ao BRB em depoimento à PF

Empresário está preso preventivamente desde março e alega que a operação financeira investigada nunca foi concluída.

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Vorcaro diz estar preso há quase 1 ano por negócio que não ocorreu

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou ter gerado qualquer tipo de prejuízo ao BRB (Banco de Brasília) durante interrogatório prestado à Polícia Federal no dia 15 de outubro. O documento foi encaminhado pela corporação ao Supremo Tribunal Federal.

O envio da oitiva ocorreu apenas um dia após o empresário e outras 14 pessoas serem indiciados por suspeita de crimes financeiros. Encarcerado preventivamente na Papudinha, no Distrito Federal, o executivo afirmou durante as investigações que está com a vida “devastada” e a “família dilacerada” por causa de uma transação que, conforme sua defesa, sequer foi finalizada.

Bate-boca e contestação de valores

Durante o acerto de contas com as autoridades, que durou cerca de duas horas, Vorcaro bateu de frente com a delegada Janaína Palazzo após ser acusado de burlar o sistema financeiro ao absorver carteiras de crédito deterioradas. “Eu fiz isso? A senhora tem prova?”, questionou o ex-banqueiro, desafiando: “Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para entender isso?”.

A apuração conduzida pelos investigadores aponta que o esquema teria movimentado R$ 2,2 bilhões em ativos falsos repassados ao BRB por meio da Tirreno Consultoria, tratada pela polícia como uma empresa de fachada. Em sua defesa, o fundador do Master argumentou que atuou de boa-fé para corrigir falhas nessas carteiras, trocando os contratos por outros bens e empregando recursos próprios para quitar as pendências.

Perícia independente e pedido de liberdade

O empresário também refutou o montante de R$ 2,2 bilhões apontado como rombo, sustentando que a intervenção e a liquidação do Banco Master pioraram o cenário para o BRB. Segundo ele, os ativos oferecidos como garantia superam o montante investido e a realização de uma perícia técnica isenta comprovaria a inexistência de danos financeiros.

Em contrapartida, a delegada responsável pelo caso pontuou que a posterior recomposição ou devolução de valores não apaga os crimes já consumados. Enquanto isso, a defesa reforça o pedido para que o executivo aguarde os trâmites legais fora da cadeia. “Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, primeiro, para não ficar esperando… Deixa eu esperar em casa para que não se cometa injustiça”, declarou Vorcaro.

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