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Mercado global de cheats em jogos movimenta fortuna anual

Estudo revela que a economia de trapaças em games online alcança bilhões de dólares e afeta estúdios no mundo todo.

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Mercado de cheats nos games movimenta US$ 8,5 bilhões por ano, diz Activision

A economia global de trapaças em jogos online movimenta impressionantes US$ 8,5 bilhões anualmente, conforme revelou um levantamento divulgado pelo sistema antitrapaça Ricochet, da Activision. Os números foram obtidos por meio de uma investigação conduzida em fevereiro pela Intorqa, especializada em inteligência contra ameaças digitais.

Impacto financeiro das trapaças O montante bilionário engloba não apenas as assinaturas de softwares maliciosos, mas também atividades paralelas como comercialização de perfis, subida artificial de ranking e mascaramento de identificadores de hardware. Apenas as licenças de programas ilegais em 15 títulos investigados respondem por cerca de US$ 3,5 bilhões por ano. Usuários comuns costumam gastar entre US$ 40 e US$ 100 mensais por recursos de mira automática. Ao somar artifícios para burlar banimentos de hardware, o gasto anual de quem usa essas ferramentas pode superar a marca de US$ 1.000.

Estrutura do ecossistema ilegal Essa rede clandestina opera no formato de pirâmide, tendo os criadores dos softwares no topo e revendedores, otimizadores de contas e comerciantes de perfis ranqueados na base. Uma pesquisa independente da Atomik Research, encomendada pela Anybrain com 250 criadores de jogos dos Estados Unidos e do Reino Unido, aponta que 69% dos estúdios competitivos enxergam a prática como um obstáculo grave. Mais da metade registrou evasão de usuários por causa da situação, enquanto 88% pretendem injetar mais recursos em defesas nos próximos meses. Somente no período anterior ao estudo, o Ricochet baniu mais de 70 mil dispositivos.

Ações legais e combate aos desenvolvedores de cheats Como resposta, a empresa alega ter desmantelado mais de 375 esquemas de revenda, emitido mais de 80 notificações formais e colaborado na interrupção de 31 fornecedores principais de softwares ilegais. “Combinamos detecção técnica com ação legal sustentada para desestabilizar o ecossistema de trapaça em todos os níveis”, afirmou a empresa no blog do Ricochet. A meta informada é elevar os riscos e os custos dessa prática. “Cada vez que identificamos e removemos um agente mal-intencionado, o dinheiro gasto para trapacear vai junto — tudo por um impulso temporário de ego”, disse a Activision.

Lançamento e perspectivas futuras A divulgação desses dados acontece pouco antes da chegada de Call of Duty: Modern Warfare 4, programada para 23 de outubro, com acesso antecipado à campanha em 16 de outubro para quem fizer a pré-venda. A desenvolvedora classificou a novidade como a “conclusão épica” da saga iniciada em 2019. Com a proximidade da estreia e a exposição do submundo dos cheats, a companhia reforça que o sistema de segurança seguirá como foco central para encarecer e dificultar a vida dos infratores.

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