Publicada em 29 de setembro, a Lei 15.525/2026 sancionada no dia anterior promete transformar o cenário financeiro das resseguradoras locais, com forte expectativa de impulso gradual nos resultados da IRB (IRBR3) segundo projeções do setor bancário.
Cronograma de redução tributária
A legislação estabelece cortes progressivos na alíquota nominal combinada de IRPJ e da CSLL para o setor. O cronograma prevê a queda de 40% para 34% em 2027, chegando a 24% no ano de 2030, além de extinguir o teto de 30% que limitava a compensação de prejuízos fiscais.
Reação positiva na bolsa e projeções do UBS BB
Refletindo o otimismo desde a tramitação no Senado e a divulgação de resultados sólidos no segundo trimestre, os papéis da companhia acumulam alta de 21,07% no ano e avanço de 7,99% apenas no mês de setembro.
O UBS BB avalia a sanção integral como altamente favorável para a empresa. A instituição financeira estima que o ganho de valor de mercado possa alcançar cerca de 30% em comparação ao patamar do início do mês — período em que o projeto ganhou força —, ou superar 20% com base nas cotações atuais. Para o banco, a valorização projetada da ação é de 8,2%, acompanhada de um dividend yield estimado em 5,8%.
Expectativas da Genial Investimentos
Diante desse cenário favorável, a Genial Investimentos manteve a recomendação de compra para os ativos, estipulando um preço-alvo de doze meses em R$ 75 motivado pela revisão no modelo de distribuição de dividendos.
A casa financeira projeta que o lucro recorrente da empresa alcance R$ 815 milhões em 2027, impulsionado tanto pela transição gradual da lei quanto pelo encerramento da incidência de tributos sobre a receita operacional de resseguro. A substituição de PIS/Cofins por CBS/IBS com alíquota zero no segmento de resseguros deve gerar uma economia anual estimada entre R$ 117 milhões e R$ 120 milhões.
Pilares da nova tese para o setor
O avanço da companhia apoia-se em três pilares principais mapeados por analistas: a diminuição de impostos corporativos aliada ao aproveitamento ágil de créditos fiscais, a extinção da tributação sobre receitas na migração tributária e o debate regulatório envolvendo a concorrência com players globais.
Especialistas apontam que o conjunto dessas medidas tem potencial para elevar o lucro normalizado e fortalecer a competitividade da instituição frente aos riscos do mercado. A empresa já havia sinalizado que a medida corrige distorções fiscais históricas frente a concorrentes internacionais, redefinindo o panorama competitivo da atividade. Por fim, a materialização dos benefícios econômicos dependerá de fatores como a geração de lucro tributável e a gestão de créditos, pontos ainda não totalmente precificados nos relatórios oficiais.








