A Petrobras firmou nesta quarta-feira (23) um memorando de entendimento voltado à cooperação estratégica no setor de petróleo e gás em Moçambique, nação situada na costa sudeste da África. A formalização ocorreu na véspera com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), estatal responsável pelas atividades de pesquisa, produção, processamento, comercialização e distribuição de hidrocarbonetos no país africano.
Objetivos e prazos da parceria internacional
Com validade inicial de dois anos e possibilidade de prorrogação, a aliança prevê a realização de estudos conjuntos, além de avaliações, desenvolvimento e comercialização na área energética. O pacto também contempla o intercâmbio de conhecimentos e de expertise técnica entre as corporações. Até o momento, o comunicado oficial divulgado pela companhia brasileira não detalha quais regiões específicas serão foco das pesquisas ou da produção.
Potencial energético e o mercado em Moçambique
Com uma população estimada em 30 milhões de habitantes, Moçambique compartilha com o Brasil oshistorical laços linguísticos por também ter sido colonizado por Portugal. Dados do Instituto Nacional de Petróleo de Moçambique apontam que o território africano se destaca internacionalmente como um relevante reservatório de gás natural liquefeito (GNL).
O mercado local já atrai grandes corporações estrangeiras de energia. Entre as companhias presentes na região estão a francesa TotalEnergies, a americana ExxonMobil, as chinesas Cnooc e CNPC, a italiana Eni, a portuguesa Galp e a sul-africana Sasol.
Expansão e histórico da estatal na África
A assinatura do documento representa mais uma investida da empresa brasileira para consolidar sua presença no continente africano. Atualmente, a companhia já mantém operações na África do Sul, Namíbia, Costa do Marfim e São Tomé e Príncipe, além de ter iniciado tratativas em agosto de 2026 para adquirir blocos exploratórios na costa oeste ganesa.
Essa estratégia marca uma retomada de investimentos na região, visto que, no início dos anos 2000, a corporação manteve participações em nações como Nigéria, Angola, Tanzânia, Benin, Gabão e Namíbia, ativos que acabaram sendo comercializados posteriormente. Fora do território brasileiro e africano, a petroleira mantém operações nos Estados Unidos, na Colômbia, na Bolívia e na Argentina.








