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Brasil lidera ranking global de juros reais e supera Turquia

Levantamento internacional aponta taxa brasileira em 9,05%, enquanto o Banco Central interrompeu o ciclo de cortes da Selic.

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Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina

O Brasil continua isolado no topo da lista global de juros reais, registrando uma taxa de 9,05% ao ano. Esse patamar é mais de sete vezes superior à média de 1,27% calculada entre os 40 países monitorados pelo recente estudo da consultoria de mercado Moneyou.

Posição de destaque frente a outras economias

À frente de nações como Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia, o país viu sua taxa real subir em relação ao último levantamento de setembro, quando marcava 8,45%. O cálculo considera o desconto da inflação oficial de cada nação analisada.

Decisão recente do Copom

Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária do Banco Central optou por interromper, de forma unânime, o ciclo de flexibilização monetária que havia começado em abril, estabilizando a taxa básica em 13,75% ao ano. Em nota oficial, a instituição justificou a medida citando a elevação das incertezas econômicas e o fato de as projeções inflacionárias permanecerem acima da meta estipulada.

Impacto direto no orçamento nacional

Os custos elevados do crédito refletem de maneira expressiva nas contas do governo, sendo apontados pelo Banco Central como o principal motor para a expansão da dívida pública. A despesa com o pagamento dessas taxas somou mais de R$ 1,1 trilhão ao longo dos últimos doze meses, o equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto.

Enquanto analistas financeiros pressionam por um rigoroso corte de gastos estatais para conter o avanço da dívida — que passou de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% em agosto de 2026 —, o setor produtivo manifesta forte resistência à postura adotada pela autoridade monetária. A Confederação Nacional da Indústria classificou a manutenção da taxa como “injustificável” para o desenvolvimento produtivo.

“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

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