O comércio exterior brasileiro alcançou um marco expressivo ao registrar o maior superávit da história para o mês de outubro, conforme dados divulgados pelo governo federal. A diferença positiva entre as vendas externas e as compras do exterior totalizou US$ 9,32 bilhões, superando em 39,4% o montante verificado no mesmo mês do ano anterior.
Desempenho das exportações e setores em destaque
O avanço histórico foi embalado pelo crescimento de 20% nas exportações, que somaram US$ 31,51 bilhões. A indústria extrativa liderou a expansão com alta de 53,5%, impulsionada principalmente pelo petróleo bruto e por minérios de metais.
A agropecuária e a indústria de transformação também apresentaram desempenhos positivos. No setor agropecuário, destacaram-se as vendas de soja e de animais vivos, enquanto os combustíveis e farelos de soja tracionaram os resultados da transformação. No caso do petróleo, o acréscimo na produção e a valorização decorrente de conflitos geopolíticos no Oriente Médio elevaram significativamente os ganhos.
Movimentação por destinos internacionais
As transações comerciais mostraram resiliência em diversos mercados. As vendas para a América do Norte cresceram 47,4% e para a Europa avançaram 35,8%. Mesmo com barreiras e novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, as exportações norte-americanas subiram devido à exclusão de itens estratégicos como produtos de aviação, carnes e suco de laranja após negociações diplomáticas.
Por outro lado, as transações com a China recuaram 5,3%, influenciadas pelo término de cotas específicas para o comércio de carnes.
Panorama das importações e saldo acumulado
Do lado das compras, as importações brasileiras subiram 14,8%, totalizando US$ 24,82 bilhões, com forte influência da alta no preço dos combustíveis. O avanço reflete também a demanda por bens de consumo, embora o ritmo de investimentos em bens de capital sofra desaceleração em função do cenário de juros elevados.
No acumulado de janeiro a outubro, o saldo positivo do comércio exterior atingiu US$ 71,04 bilhões, representando uma expansão de 34,1% na comparação anual. Apesar das revisões recentes nas projeções oficiais para o fechamento de 2026, o indicador permanece acima das expectativas sinalizadas pelo mercado financeiro.








