Um levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral apontou que as urnas eletrônicas receberam 34.393 votos após as 17h no último domingo (25), representando 0,027% do montante total computado no segundo turno do pleito.
Decisão judicial alterou o cronograma O encerramento padrão estava marcado para as 17h, mas uma determinação da Justiça estendeu o prazo até as 19h em locais onde o processo ainda não havia sido finalizado.
Distribuição temporal dos votos Conforme os registros oficiais da Corte, o intervalo entre 17h e 18h concentrou 32.399 votos. Já no período das 18h às 19h, foram contabilizados 1.981 votos, enquanto apenas 13 registros ocorreram após as 19h.
Impacto nas seções eleitorais Do total superior a 473 mil equipamentos espalhados pelo país, 24.268 seções mantiveram as portas abertas após as 17h10. Esse cálculo considera o tempo médio de dez minutos necessário para a emissão do boletim de urna caso o último eleitor vote exatamente no horário limite, além da permanência de votantes que já estavam nas filas.
São Paulo lidera registros tardios O estado de São Paulo liderou tanto em quantidade de locais abertos quanto no volume de votos computados após o horário convencional, totalizando 2.496 registros. Na sequência figuraram o Rio de Janeiro (2.349), a Bahia (1.656) e Pernambuco (577).
Motivos da ampliação do prazo A extensão do horário foi autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal após solicitações formais das equipes de campanha dos candidatos à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a medida foi emitida poucos minutos depois das 17h, ela beneficiou apenas as seções que ainda não haviam encerrado os trabalhos.
A equipe petista requereu a extensão nacionalmente fundamentando-se em dificuldades de trânsito e transporte público em centros urbanos, com ênfase em Salvador e na capital paulista. Por sua vez, o grupo político aliado a Flávio Bolsonaro pleiteou mais tempo em cidades de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo devido aos temporais que atingiram essas regiões no domingo, dificultando o deslocamento dos cidadãos até os locais de votação.
Contestações sobre o pleito Apoiando-se na extensão do período de votação, Flávio Bolsonaro afirmou que “não reconhece” o desfecho apontado pelas urnas, embora a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva tenha superado a margem de 4,4 milhões de votos.







