A continuidade da expansão dos gastos públicos e os desafios regulatórios representam sérios riscos para o setor produtivo nacional, conforme avaliação da liderança industrial mineira.
Ajuste fiscal e previsibilidade econômica
Durante um evento na sede da Confederação Nacional da Indústria, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, alertou que a reação do mercado após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva demonstra a urgência de diretrizes claras na economia. Ele declarou que o próximo governo precisará priorizar o equilíbrio fiscal e a previsibilidade.
O dirigente enfatizou que a contenção de despesas do Estado é fundamental para garantir a competitividade das empresas brasileiras diante de um cenário de juros elevados e crescimento moderado previsto para o próximo ano.
Reforma tributária e escala de trabalho
Outro ponto de forte apreensão para o empresariado envolve a transição para o novo modelo de cobrança de impostos e as discussões sobre a jornada laboral. A falta de regulamentação clara sobre alíquotas e prazos curtos prejudicam a adaptação operacional dos negócios.
Sobre a redução da carga horária semanal, a entidade produtiva argumenta que o período de adaptação é exíguo para que o setor adote novas tecnologias capazes de compensar a perda de horas trabalhadas sem comprometer a empregabilidade.
Impacto das normas regulatórias
Um levantamento divulgado pela entidade industrial aponta que dezenas de atos normativos publicados nos últimos anos geraram um impacto bilionário desfavorável para a produção e os investimentos no país, com maior peso sobre as áreas trabalhista e regulatória.
O cenário exposto reforça a necessidade de diálogo contínuo entre o setor produtivo e o governo para evitar perda de espaço da indústria nacional frente ao mercado internacional.







