A localização do senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser incerta após a imprensa internacional noticiar sua saída do território nacional em direção aos Estados Unidos. A informação foi corroborada por aliados políticos, enquanto o parlamentar permaneceu incomunicável.
Entenda a ordem de restrições
Os desdobramentos iniciaram após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou a entrega dos documentos de viagem do congressista no prazo de 24 horas. A ordem ocorreu logo após a Polícia Federal solicitar a medida em meio a investigações envolvendo o advogado Willer Tomaz.
Cronologia dos acontecimentos
Abaixo estão listados os principais marcos temporais que antecederam o deslocamento do político:
Eventos de 23 e 25 de outubro
Em 23 de outubro, à tarde, Eduardo Bolsonaro defendeu em um podcast que o irmão deixasse o país em caso de derrota eleitoral. À noite, Moraes determinou o bloqueio de bens ligados a Willer Tomaz e investigou possíveis vínculos. Em 25 de outubro, o banco Santander informou que o senador não estava vinculado à conta investigada. Logo após a confirmação matemática da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Polícia Federal protocolou o pedido de apreensão de passaportes, seguido por decisão de Moraes proibindo a saída do país.
Os desdobramentos de 26 e 27 de outubro
No dia 26, Flávio visitou Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, e foi intimado pela Polícia Federal ao sair do local. Embora tenha criticado a medida publicamente e prometido entregar os documentos, o prazo expirou ao meio-dia do dia 27 sem a apresentação dos itens. Diante disso, a Polícia Federal cancelou os documentos e investigou a saída do país, confirmada posteriormente por aliados, enquanto o Departamento de Estado norte-americano comunicou a emissão de vistos para o senador e seus familiares.







