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Os 25 melhores discos de todos os tempos na visão de David Bowie

Ícone da música britânica abriu sua vasta coleção pessoal para revelar quais são as obras mais marcantes da história fonográfica.

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Os 25 melhores álbuns de todos os tempos, segundo David Bowie

Nos primeiros anos da década de 2000, o renomado cantor, compositor e ator britânico David Bowie guardava em sua residência uma impressionante coleção com cerca de 2,5 mil discos de vinil. Durante uma entrevista concedida à Vanity Fair, o artista decidiu compilar quais seriam as produções mais importantes de seu acervo pessoal e da história da música mundial, refletindo toda a sua versatilidade artística com passagens que iam do soul marcante até o rock progressivo.

A curadoria musical sem amarras O músico fez questão de ressaltar que a compilação não seguia critérios rígidos de linearidade ou estilo. “Não há como fazer uma lista racional dos meus álbuns favoritos. Eu só tenho cerca de 2.500 vinis”, disse Bowie na época. A escolha foi realizada sem seguir padrões lógicos, o que resultou em um apanhado bastante surpreendente.

Além disso, o cantor pontuou sobre a experiência proporcionada pelas obras: “Vou inventando conforme for falando. Se você conseguir colocar as mãos em algum desses álbuns, garanto noites de puro prazer auditivo e você ainda vai atrair um novo círculo de amigos com gostos refinados, embora uma ou duas escolhas possam fazer alguns dos seus antigos amigos te acharem completamente maluco”, declarou.

A influência marcante do The Velvet Underground Entre os destaques da relação está o emblemático disco de estreia do The Velvet Underground, lançado em 1967. O exemplar chegou às mãos do artista por intermédio de Ken Pitt, seu antigo empresário, que também geria a carreira da banda e entregou o vinil dizendo: “Você gosta de coisas estranhas — veja o que acha disso”. O impacto foi imediato: “O que eu ‘achei disso’ foi que ali estava a melhor banda do mundo”, completou. O grupo teve tanta relevância em sua trajetória que ele exigiu que tocassem uma das faixas do álbum em sua última apresentação com a banda Buzz, além de ter sido pioneiro em gravar uma regravação do repertório deles.

Histórias que moldaram uma carreira Alguns dos registros presentes na seleção já faziam parte do cotidiano do cantor bem antes de ele alcançar a fama internacional na música. Em 1963, enquanto trabalhava em uma agência de publicidade na capital inglesa, ele dividia seu apreço sonoro com um colega de trabalho chamado Ian. Seu superior costumava enviá-lo para realizar tarefas na tradicional loja de discos Dobell’s Jazz, momento em que recebeu a recomendação de adquirir o álbum do bluseiro John Lee Hooker, sob a promessa de que “pois era maravilhoso”.

O entusiasmo com o material foi tão intenso que o jovem músico decidiu rebatizar seu modesto conjunto de rhythm and blues para Hooker Brothers, incorporando inclusive a canção aos shows da época.

Os 25 álbuns favoritos do artista Abaixo, veja os 25 melhores álbuns de todos os tempos, segundo David Bowie:

The Last Poets – The Last Poets Shipbuilding – Robert Wyatt The Fabulous Little Richard – Little Richard Music for 18 Musicians – Steve Reich The Velvet Underground & Nico – The Velvet Underground Tupelo Blues – John Lee Hooker Blues, Rags and Hollers – Koerner, Ray and Glover The Apollo Theatre Presents: In Person! The James Brown Show – James Brown Forces of Victory – Linton Kwesi Johnson The Red Flower of Tachai Blossoms Everywhere: Music Played on National Instruments – Various Artists Banana Moon – Daevid Allen Jacques Brel is Alive and Well and Living in Paris – Cast Album The Electrosoniks: Electronic Music – Tom Dissevelt The 5000 Spirits of the Layers of the Onion – The Incredible String Band Ten Songs by Tucker Zimmerman – Tucker Zimmerman Four Last Songs (Strauss) – Gundula Janowitz The Ascension – Glenn Branca The Madcap Laughs – Syd Barrett Black Angels – George Crumb Funky Kingston – Toots & The Maytals Delusion of the Fury – Harry Partch Oh Yeah – Charles Mingus Le Sacre du Printemps – Igor Stravinsky The Fugs – The Fugs The Glory of the Human Voice – Florence Foster Jenkins

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