A equipe de comunicação da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) divulgou na terça-feira (13.out.2026) uma peça publicitária que resgata pronunciamentos de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com duras críticas ao petista e à legenda por casos de corrupção.
Antigos adversários na mira O material de campanha compila trechos de discursos e entrevistas de importantes nomes que hoje integram a base governista, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a ministra Marina Silva (Rede) e a ministra Simone Tebet (MDB). Todos eles já disputaram a chefia do Executivo federal contra petistas em pleitos anteriores.
Outros nomes da base governista Além do trio de peso, a montagem audiovisual também inclui registros de outros defensores do atual governo, a exemplo de Guilherme Boulos (Psol-SP), André Janones (Rede-MG) e Otoni de Paula (PSD-RJ).
Acusações do passado em evidência Enquanto Marina Silva é mostrada em um trecho que aborda o tema da corrupção associada a Lula, Simone Tebet aparece afirmando: “O Lula não tem a capacidade de fazer um mea-culpa”. Na sequência, Boulos surge em uma entrevista declarando que “não há dúvidas de que houve corrupção no governo do PT”. O vice-presidente Alckmin também é exibido por meio de um registro de 2017 no qual disparou: “Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder”.
Encerramento e contexto histórico No trecho final da produção, a imagem do atual chefe do Executivo recebe uma edição com sombras que simulam chifres, remetendo a uma representação demoníaca. A locução encerra a peça com o seguinte recado: “A verdade está na boca da esquerda. Até que o alarme toque, avisando que é hora de se juntar a um presidente. Neste momento, as máscaras caem e os iguais se atraem. Eles te distraem com falsos discursos, falsos sorrisos, enquanto te traem”.
Todo esse material resgatado remete ao período das investigações da Operação Lava Jato, processo no qual o atual presidente foi condenado em múltiplas instâncias judiciais. Após cumprir 580 dias de reclusão na superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), ele obteve a anulação dos processos, recuperou seus direitos políticos e retornou ao comando do país após vencer a eleição presidencial.







