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Kate Bush revela seus 10 álbuns favoritos de todos os tempos

Lista recuperada resgata discos que vão de Beatles a Pink Floyd e revela as influências marcantes da ícone da música britânica.

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Os 10 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Kate Bush

Reconhecida como uma das figuras mais marcantes da trajetória musical britânica, Kate Bush conquistou notoriedade desde o fim dos anos 1970 ao misturar pop, rock e vanguarda. Com uma estética teatral e arranjos operísticos, ela construiu uma identidade artística única que serviu de referência para diversas gerações de artistas.

As referências musicais da artista

Além de ser a referência criativa de muitos, a cantora e compositora sempre manteve sua própria lista de ídolos. Enquanto nomes como David Bowie e Pink Floyd parecem naturais ao observar sua discografia, outros expoentes mostram um gosto por sonoridades que vão muito além do rock e do pop convencional.

No ano de 1980, durante a divulgação de seu terceiro disco de estúdio, Never for Ever, a musicista divulgou uma seleção com dez de seus materiais prediletos. A relação foi resgatada recentemente e contempla nomes consagrados como The Beatles, Stevie Wonder e Frank Zappa, além de registros de folk tradicional, jazz experimental e música clássica.

Os discos escolhidos por Kate Bush

Entre os destaques da seleção estão:

  • Frank Zappa – Over-Nite Sensation
  • A.L. Lloyd e Eran MacColl – Blow Boys Blow
  • The Eagles – One of These Nights
  • David Bowie – Young Americans
  • The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
  • Eberhard Weber – Fluid Rustle
  • Captain Beefheart – Blue Jeans and Moonbeams
  • Stevie Wonder – The Secret Life of Plants
  • Pink Floyd – The Wall
  • The TV National Iranian Chamber Orchestra – Treasures of the Baroque Era

Conexões pessoais e memórias afetivas

Um dos registros mais previsíveis da seleção é The Wall, do Pink Floyd. A afeição pelo grupo é íntima, conforme a própria artista descreve: “Me lembra do Natal passado e das lareiras acesas, e eu gostaria de tê-lo escrito”. Devido à proximidade com David Gilmour — que auxiliou a impulsionar suas primeiras gravações e produziu seu disco de estreia —, a relação com a banda sempre foi estreita.

Outra predileção com forte carga afetiva é One of These Nights, da banda The Eagles. “Eu a ouvi até não aguentar mais quando estudava com Lindsay Kemp, e ela me lembra dele”, relembrou, prestando tributo ao mestre de dança moderna que também instruiu David Bowie.

A compilação também resgata memórias da infância com o disco Blow Boys Blow, de A.L. Lloyd e Eran MacColl, que compunha a trilha sonora de sua casa quando criança. Outros estilos aparecem representados por trabalhos da Orquestra de Câmara da Televisão Nacional Iraniana e pelo baixista Eberhard Weber.

O soul e o rock clássico também marcam forte presença na lista. O álbum The Secret Life of Plants, de Stevie Wonder, foi definido por ela como uma “sinfonia moderna”. Já a inclusão de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, veio acompanhada de uma justificativa direta: “É um álbum com músicas excelentes”. O gosto por sonoridades excêntricas completa-se com as menções a Frank Zappa e Captain Beefheart.

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