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Indústria brasileira registra segunda queda consecutiva no faturamento

Dados da CNI mostram recuo de 3,5% em agosto, além de reduções nas horas trabalhadas e na utilização da capacidade instalada nas fábricas.

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Faturamento da indústria cai 3,5% em agosto, informa CNI

O setor industrial brasileiro registrou uma retração de 3,5% no faturamento de agosto, marcando o segundo mês seguido de resultados negativos para as empresas de transformação.

Retração acumulada no ano

A queda divulgada pelos Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria aponta que a receita bruta das fábricas já havia recuado 2,2% no mês anterior. Com esses resultados negativos em sequência, o indicador acumula uma baixa de 0,2% no acumulado de janeiro a agosto de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Menor ritmo nas fábricas

A perda de fôlego da atividade produtiva também ficou evidente na diminuição de 1% nas horas trabalhadas durante o mês de agosto. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o indicador de esforço produtivo apresenta uma redução de 0,8%.

Esse cenário de menor atividade impactou diretamente a Utilização da Capacidade Instalada, que recuou de 77,5% para 76,9%. Mesmo com a baixa mensal, a média de uso do parque fabril no acumulado do ano ainda se mantém 1,5% acima do patamar registrado no mesmo intervalo de 2025.

Mercado de trabalho e renda

O nível de emprego industrial manteve-se estável no oitavo mês do ano, embora o acumulado de 2026 ainda aponte uma retração de 0,5% frente ao ano anterior.

Em contrapartida, os indicadores de remuneração apresentaram avanço. Tanto a massa salarial quanto o rendimento médio registraram alta de 0,5% em agosto. No acumulado do ano, a massa salarial cresceu 0,9%, enquanto o rendimento médio avançou 1,5%.

Fatores de pressão econômica

De acordo com o levantamento da CNI, o desempenho desfavorável do setor é impulsionado por obstáculos estruturais e conjunturais que afetam a competitividade das empresas nacionais.

Segundo a CNI, entre os fatores que pressionam o desempenho da indústria estão a carga tributária, o custo de insumos e matérias-primas e os juros elevados.

Em nota, a entidade afirma que esses fatores afetam tanto a demanda por produtos industriais quanto o endividamento das famílias e tem impactado o setor de forma prolongada.

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