O Papa Leão 14 surpreendeu os fiéis reunidos na Praça São Pedro ao mencionar Nossa Senhora Aparecida durante a Audiência Geral realizada no Vaticano. O pontífice antecipou as homenagens à padroeira do país, cujo dia é comemorado em 12 de outubro, e suplicou amparo espiritual para a população nacional.
Mensagem especial aos fiéis brasileiros
A declaração oficial do líder da Igreja Católica ocorreu no dia 7 de outubro de 2026. Durante o evento na Santa Sé, ele direcionou palavras de carinho e esperança aos peregrinos do Brasil que acompanhavam a cerimônia presencialmente.
“Queridos irmãos e irmãs, na próxima 2ª feira, 12 de outubro, celebra-se Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!”, declarou.
Contexto das celebrações religiosas
A manifestação do pontífice coincide com o período oficial da Novena e da Festa da Padroeira de 2026. As festividades tiveram início em 3 de outubro no Santuário Nacional de Aparecida, localizado no interior paulista e reconhecido globalmente como o maior centro de peregrinação mariana do planeta.
Repercussão política e fake news
Além do aspecto estritamente religioso, a menção à santa ganhou espaço em um cenário de debates políticos no Brasil. No final de setembro, conteúdos falsos envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) espalharam-se rapidamente pelas redes sociais.
Origem da polêmica na imprensa
A confusão teve início após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes no programa “Em Pauta”, exibido pela GloboNews em 24 de setembro. A declaração acabou sendo distorcida na internet, sugerindo falsamente que o político pretendia destituir a santa do posto de padroeira nacional.
A emissora de TV corrigiu o equívoco publicamente durante a madrugada e apresentou pedidos de desculpas. A proposta original associada ao debate era, na verdade, o Projeto de Lei 2.623 de 2007, de autoria do ex-deputado Victório Galli, e não de Flávio Bolsonaro, que exercia o cargo de deputado estadual no Rio de Janeiro na época.
A matéria legislativa em questão pretendia modificar a lei de 1980 que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro. O objetivo era alterar a titulação para “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. No entanto, a medida foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados em 2008 e arquivada em seguida.







