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Dólar volta a superar R$ 5 após rali eleitoral e ajuste no mercado

Ibovespa recua 0,74% e investidores repercutem juros altos nos Estados Unidos e petróleo acima de US$ 100.

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Dólar volta a R$ 5 com ambiente externo e ajuste pós-eleitoral

O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), devolvendo parte dos ganhos acumulados após o rali — marcado pela forte queda do dólar e alta da bolsa — observado logo após o primeiro turno das eleições. Com isso, a moeda norte-americana voltou a ultrapassar a marca de R$ 5, enquanto o principal índice acionário nacional fechou o dia no campo negativo.

Desempenho do câmbio e pressão externa

O dólar à vista encerrou o dia com valorização de 0,83%, cotado a R$ 5,016, tendo alcançado a ponta máxima de R$ 5,017 nos minutos finais da bolsa. O movimento freou uma sequência de dois pregões seguidos de baixa, período em que a divisa havia acumulado desvalorização de 4,65%. No acumulado do ano, contudo, o câmbio ainda registra queda de 8,62%.

No cenário internacional, o índice DXY avançou 0,36%, chegando a 102,280 pontos. Paralelamente, os investidores monitoraram de perto o mercado de renda fixa norte-americano, onde os rendimentos dos títulos de dez anos bateram 5,36%, maior patamar em 24 anos, antes de arrefecerem para a faixa de 5,28%.

Ibovespa e Bolsas globais

O Ibovespa encerrou a sessão com recuo de 0,74%, situando-se aos 204.302,33 pontos, após oscilar entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos. O volume financeiro negociado no pregão totalizou R$ 57,2 bilhões antes dos ajustes definitivos.

Apesar da baixa do dia, que interrompeu o movimento de forte valorização pós-eleitoral, o índice acionário acumula ganhos de 9,64% no mês e de 26,8% em 2026. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 também terminou as negociações em baixa, registrando recuo de 0,22%.

Petróleo e política monetária do Fed

As cotações do petróleo desaceleraram no período da tarde, mas o contrato do tipo Brent para entrega em dezembro seguiu cotado acima de US$ 100 o barril, influenciado por novas tensões geopolíticas no Oriente Médio que entraram no radar de risco dos investidores.

Por fim, o mercado de juros americano repercutiu a ata da reunião de setembro do Federal Reserve, que elevou a taxa básica de juros do país para a faixa de 3,75% a 4%. O relatório evidenciou divergências entre os dirigentes do banco central estadunidense quanto aos fundamentos para a alta dos juros, mantendo o combate à inflação como prioridade máxima da instituição.

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