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Projeto cultural reúne cerca de 330 participantes em Porto de Cima, em Morretes

Durante seis meses, iniciativa ofereceu oficinas gratuitas e ações de valorização da memória negra e indígena da região

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Cerca de 330 pessoas participaram da primeira edição do projeto Porto de Cima Cultural, realizado entre fevereiro e agosto de 2026, em Morretes. A iniciativa promoveu dez oficinas culturais gratuitas para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

As atividades incluíram teatro, breaking, desenho, música, construção de instrumentos percussivos, educação ambiental, turismo de base comunitária, produção de eventos e Língua Brasileira de Sinais (Libras). Cada oficina teve 24 encontros realizados no Barracão São Sebastião.

Além das formações, o projeto desenvolveu ações para registrar e valorizar histórias de moradores, saberes tradicionais e a presença negra e indígena em Porto de Cima e outras regiões de Morretes.

As atividades também chegaram às escolas públicas, com encontros de letramento racial para educadores e sessões de contação de histórias afro-indígenas com acessibilidade em Libras.

Entre os resultados estão vídeos documentais e um catálogo digital dedicado a espaços e personalidades negras e indígenas do município. A oficina de construção de instrumentos também deu origem ao Lata Afro Groove, bloco formado por crianças participantes do projeto.

O encerramento aconteceu durante o Festival Marumbi, nos dias 22 e 23 de agosto, na praça de Porto de Cima, com apresentações, exposições, roda de conversa e uma mostra dos trabalhos desenvolvidos ao longo dos seis meses.

O Porto de Cima Cultural foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Edital Viva Cultura.

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