Uma nova pesquisa divulgada nesta 3ª feira (22.set.2026) revelou que a maioria dos eleitores brasileiros possui uma avaliação negativa em relação a importantes magistrados do Supremo Tribunal Federal. O levantamento aponta índices expressivos de rejeição a nomes centrais da mais alta Corte do país.
Ministros com maior rejeição no tribunal
De acordo com os dados coletados, os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes lideram as taxas de reprovação popular no colegiado. Os percentuais de rejeição registrados foram de 79%, 63%, 54%, 59% e 59%, respectivamente, evidenciando um desgaste acentuado na imagem desses magistrados perante a opinião pública.
Avaliação positiva e destaques na corte
Em contrapartida, os ministros André Mendonça e Cármen Lúcia registraram o melhor desempenho no levantamento. Ambos contam com avaliação positiva de 47% dos entrevistados. Enquanto Mendonça apresenta 48% de imagem negativa, a ministra Cármen Lúcia pontua 38% de rejeição, destacando-se como a única entre os atuais 10 integrantes da Corte a ostentar um saldo favorável, com mais aprovação do que reprovação.
Crise institucional e desconfiança popular
A divulgação do estudo ocorre em um momento delicado, marcado pelo enfrentamento da maior crise do Supremo em décadas. O cenário é influenciado por desdobramentos de investigações envolvendo o Banco Master e menções a magistrados em relatórios produzidos pela Polícia Federal.
Como reflexo desse panorama, o termômetro da opinião pública demonstra que 61% da população declara não confiar no trabalho do tribunal nem em seus membros. O índice de desconfiança subiu quase 10 pontos percentuais no intervalo de um ano, visto que o patamar anterior era de 51,3% em agosto de 2025. Em contrapartida, apenas 27,8% relatam confiar na instituição, e 11,1% preferiram não opinar.
O estudo estatístico foi conduzido com a escuta de 1.852 cidadãos em território nacional, entre os dias 17 e 21 de setembro de 2026. O grau de confiabilidade estabelecido é de 95%, com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos.








