A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral no sábado (19.set.2026) solicitando a interrupção imediata do canal de vídeos “TV Celular”, pertencente ao senador Flávio Bolsonaro (PL), hospedado no YouTube.
Detalhes da representação jurídica O processo foi direcionado ao ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso na Corte eleitoral. Na petição, a defesa requer a desativação integral da página até que as supostas irregularidades sejam sanadas.
Como medida alternativa, caso o tribunal decida por manter o endereço eletrônico no ar, os advogados exigem o bloqueio imediato do recurso que permite o download dos arquivos audiovisuais.
Argumentos apresentados pela coligação Os advogados Angelo Longo Ferraro e Miguel Filipi Pimentel Novaes assinam o documento, que aponta o funcionamento da página como um repositório temático estruturado em setores como economia, segurança e saúde.
A acusação sustenta que o layout simula um portal de notícias, ocultando a finalidade de propaganda eleitoral.
Irregularidades apontadas no processo De acordo com a acusação formalizada junto à Justiça Eleitoral, os problemas técnicos e de transparência encontrados na plataforma incluem:
* Apenas 15 dos 883 registros audiovisuais disponíveis exibem os dados de Flávio Bolsonaro, do vice Alfredo Gaspar e do partido; * Ausência de avisos explícitos sobre propaganda eleitoral tanto na página principal quanto nas exibições individuais; * Restrição da indicação de caráter oficial apenas a abas secundárias e de difícil visualização; * Circulação de materiais baixados sem marcas d’água ou identificações partidárias em outras redes sociais; * Divulgação do endereço virtual por meio de inserções radiofônicas veiculadas desde o dia 8 de setembro.
Questões técnicas de hospedagem Por fim, a coligação relatou dificuldades para rastrear o provedor responsável pelo armazenamento dos dados, que utiliza infraestrutura da AWS, da Amazon, com blindagem da Cloudflare. A demanda jurídica inclui um pedido para que a empresa seja intimada a fornecer tais dados caso o tribunal não os possua.








