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Samara Martins defende salário mínimo de r$ 3.242 e jornada 4×3

Plano de governo da candidata da Unidade Popular propõe o fim da escala 6×1 e a estatização de setores estratégicos da economia.

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Samara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4x3

O plano de governo da candidata à Presidência Samara Martins, que representa o partido Unidade Popular (UP), traz uma proposta de reformulação profunda no cenário econômico e político nacional, defendendo a superação do capitalismo em direção ao socialismo.

Chapa feminina da esquerda radical Fundada em 2016, a legenda aposta em uma chapa inteiramente feminina para a disputa presidencial. Com 38 anos de idade, Samara atua como cirurgiã-dentista e presta serviços pelo Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Norte, tendo concorrido à vice-presidência na eleição anterior. A vaga de vice é ocupada por Raquel Brício, de 34 anos, que atua como guarda portuária e exerce liderança sindical no Pará.

“O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas o povo vive na pobreza. Essa desigualdade não é natural. Ela resulta de um modelo econômico que coloca os interesses dos capitalistas acima das necessidades populares”, diz o programa, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Trabalho, salário e economia O documento de 67 páginas, dividido em 18 frentes, traz como destaque o reajuste imediato de 100% no salário mínimo, elevando o valor de R$ 1.621 para R$ 3.242. Além disso, o texto prevê o fim da jornada 6×1 e a implementação do modelo 4×3.

“Defendemos que saúde, educação, water, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6×1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos”, prossegue o texto.

Estatizações e mudanças tributárias Na área financeira, a proposta inclui a suspensão temporária do pagamento da dívida pública, a nacionalização das instituições bancárias e a perda de autonomia do Banco Central. O plano também abrange a reestatização de companhias como Petrobras, Eletrobras e Vale, além de mudanças nos impostos, com isenção de tributos sobre itens básicos e taxação sobre grandes fortunas.

Direitos e pautas sociais O texto contempla ainda a criminalização da misoginia, a legalização do aborto, reformas agrária e urbana, além da desmilitarização das polícias e a eleição direta para cargos no Poder Judiciário.

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