A coligação que lidera a disputa presidencial buscou a Justiça Eleitoral para relatar uma suposta atuação coordenada nas redes sociais voltada a inflar a visibilidade da candidatura opositora.
A estratégia das publicações colaborativas
O documento protocolado aponta que perfis estariam utilizando a ferramenta de collabs para injetar propaganda eleitoral no feed de usuários que não seguem os políticos envolvidos, contornando restrições de impulsionamento.
Volume de dados e monetização suspeita
O relatório entregue aos magistrados destaca centenas de contas envolvidas em milhares de postagens conjuntas, apontando inclusive a comercialização de itens associados à campanha e o uso de inteligência artificial sem os devidos avisos legais.
O coordenador jurídico da campanha de Lula, Angelo Ferraro, afirmou que a ação busca esclarecer se existe uma estrutura organizada para ampliar conteúdo eleitoral e obter receita.
“A questão é saber se existe uma estrutura coordenada, com centenas de páginas atuando em conjunto, ampliando conteúdo eleitoral e utilizando mecanismos de monetização. Se essa estrutura existe e beneficia uma candidatura, é preciso saber quem a financia, quem a opera e qual é a dimensão desse benefício. É isso que a ação pede ao TSE que esclareça”, afirmou.
Pedidos de urgência e sanções
Entre as solicitações encaminhadas à Corte, figuram a quebra de sigilo de dados em plataformas de tecnologia, o bloqueio de links comerciais e o requerimento de informações a órgãos legislativos.
No desfecho do processo, a coligação requer a cassação das chapas envolvidas e a inelegibilidade dos principais investigados por um período de oito anos.








