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El Niño de 2026 intensifica seca na Amazônia e ameaça anfíbios

Fenômeno climático eleva temperaturas e baixa umidade do ar, colocando em risco a fauna que depende de pele úmida para respirar.

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Ar seco do El Niño volta a ameaçar peixes e anfíbios da Amazônia

O avanço do El Niño em 2026 volta a colocar a bacia amazônica em situação de alerta para secas severas e ondas de calor extrema. Com registros recordes de temperatura nos oceanos e índices alarmantes de calor e baixa umidade em capitais como Manaus, a crise climática reacende preocupações antigas e revela novas ameaças invisíveis à biodiversidade local.

O impacto invisível do ar seco

Enquanto a mortandade de peixes e botos em períodos de estiagem já é documentada por cientistas, a baixa umidade relativa do ar surge como um fator de risco ainda pouco estudado. O fenômeno atinge diretamente animais que necessitam de uma superfície corporal úmida para manter suas funções vitais e realizar trocas gasosas essenciais.

Vulnerabilidade dos anfíbios e peixes anfíbios

Sapos, rãs e pererecas possuem uma pele fina, altamente vascularizada e permeável, que funciona como um órgão multifuncional para absorção de água e respiração cutânea. Com o ar seco, a evaporação se intensifica, gerando desidratação e desequilíbrio eletrolítico.

O problema também afeta peixes da família Rivulidae, conhecidos como peixes-das-nuvens, que conseguem deixar temporariamente a água. Ambientes terrestres excessivamente quentes e secos reduzem drasticamente o tempo de sobrevivência dessas espécies fora dos rios e poças.

Riscos ampliados pelo calor e queimadas

Além da atmosfera seca, a redução das chuvas diminui o volume de água nos rios, eleva a temperatura dos habitats aquáticos e reduz o oxigênio disponível. A combinação de estiagem, calor e baixa umidade também acelera o ressecamento da vegetação, aumentando a incidência de incêndios que destroem os refúgios úmidos fundamentais para a sobrevivência da fauna.

O monitoramento contínuo da atmosfera, dos rios e das respostas biológicas dos animais torna-se indispensável para entender os limites de adaptação da vida na Amazônia diante de eventos climáticos cada vez mais extremos.

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