O plano de governo do candidato do partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, está estruturado em 15 frentes estratégicas. Entre os destaques da proposta estão a eliminação de supersalários para os agentes públicos, a diminuição dos juros e de tributos sobre operações financeiras, além da introdução de um modelo de contratação alternativo à CLT.
H2 Segurança pública e combate ao crime
O planejamento da campanha propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas, exigindo a construção de unidades prisionais de segurança máxima em locais isolados. O texto também defende a atuação integrada entre Forças Armadas e polícias, a prisão preventiva obrigatória após o terceiro flagrante, a redução da maioridade penal para 16 anos ou menos e o fim da progressão acelerada de penas. No combate à corrupção, o foro privilegiado ficaria restrito apenas ao Presidente da República, enquanto a progressão de pena para corruptos exigiria a devolução total dos valores desviados.
H2 Reformas estruturais e finanças públicas
Na economia e gestão, o documento sugere privatizar todas as empresas estatais e alienar imóveis públicos ociosos. Para conter gastos, o programa defende uma reforma ampla da Previdência, incluindo estados, municípios, militares e o setor rural, além de travar despesas obrigatórias, como emendas parlamentares. No campo econômico, a meta é reduzir juros via choque fiscal, diminuir o Imposto de Renda para empresas e cortar o Imposto sobre Operações Financeiras sobre empréstimos.
H2 Trabalho, infraestrutura e energia
Para o mercado de trabalho, a proposta prevê um regime alternativo em que patrão e empregado definem o modelo de contratação, com prevalência do negociado sobre o legislado. Já no setor elétrico, o candidato sugere reestruturar a formação de preços e eliminar encargos setoriais para baratear a conta de luz, além de desverticalizar a Petrobras para estimular a concorrência na produção, refino e transporte.
H2 Política externa, Judiciário e diretrizes sociais
Na diplomacia, a diretriz central será o pragmatismo comercial, prevendo a saída do Brasil do bloco Brics e a prioridade para ingressar na OCDE. O plano ainda atinge o STF, defendendo a limitação de poderes individuais de ministros e a proibição de que escritórios de parentes atuem em tribunais superiores. Na educação e saúde, o foco recai sobre a alfabetização na idade certa, o avanço do ensino a distância e a compra de vagas na rede privada para zerar filas médicas.








