Parentes de Miguel Henrique Barros Machado, de 18 anos, exigem respostas das autoridades após o jovem ser executado a tiros dentro de seu próprio estabelecimento comercial em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba. O corpo foi localizado na manhã de um sábado, mas a ação criminosa ocorreu na noite anterior, gerando grande comoção na comunidade local da Vila José Camargo.
Investigação policial e perícia no local do crime
Logo após a descoberta, diferentes órgãos de segurança pública foram mobilizados para a cena do homicídio. Equipes da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Civil do Paraná (PCPR), além da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML), compareceram ao endereço para realizar os levantamentos periciais e iniciar a coleta de vestígios que possam esclarecer a dinâmica da execução.
A dor da família e o pedido por justiça
O pai da vítima expressou profunda dor pela perda do rapaz e defendeu a inocência do filho, afirmando publicamente que ele acabou pagando por uma situação na qual não tinha envolvimento.
“Tiraram a vida dele dentro do salão dele. Um piá trabalhador, amoroso, bem conhecido, todo mundo queria bem. Nunca fez mal pra ninguém. Eu quero justiça e quero que descubram quem fez isso com ele. Aqui é um pai que está com o coração partido. A gente jamais esperava isso: pagar uma conta que ele não devia”
Histórico de ameaças e boletim de ocorrência
Conforme relatos apurados, o clima de tensão ao redor do cabeleireiro teria começado cerca de um mês antes, após o falecimento de sua ex-namorada, que tirou a própria vida na sequência de um desentendimento conjugal. A partir desse episódio trágico, o jovem passou a ser alvo de intimidações constantes.
“Desde então, Miguel passou a sofrer acusações e ameaças, sendo responsabilizado pela morte dela. Inclusive, existe um vídeo publicado nas redes sociais pelo padrasto, no qual ele afirma que Miguel seria o verdadeiro culpado pela morte da jovem”
Sentindo-se acuado e em risco, o rapaz buscou auxílio policial para tentar se proteger das investidas que vinha sofrendo por parte do padrasto da ex-parceira.
“Miguel chegou a registrar um boletim de ocorrência e buscar proteção diante das ameaças que, segundo os relatos, vinham sendo feitas pelo padrasto dela. Ele não teve culpa e passou a ser responsabilizado por algo que não cometeu, enfrentando uma situação de sofrimento e ameaças até ser morto”
Até o momento, o caso segue sob investigação rigorosa por parte dos órgãos competentes. Questionada sobre o andamento das apurações, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) declarou “que mantém diligências para elucidar a ocorrência”.








