El Niño é confirmado e Simepar prevê aumento de chuvas até dezembro

O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Os impactos do fenômeno no Paraná são monitorados 24 horas por dia pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável.

Junho 11, 2026 - 15:04
 0
El Niño é confirmado e Simepar prevê aumento de chuvas até dezembro
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou nesta quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Os impactos do fenômeno no Paraná são monitorados 24 horas por dia pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável.

Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de meio grau desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade. O oceano influencia a atmosfera, e a atmosfera influencia o oceano: o aquecimento das águas altera os ventos alísios.

“A direção dos ventos na região do Oceano Pacífico equatorial, que era de leste para oeste, começou a mudar para o sentido contrário, trazendo as águas quentes da Oceania em direção ao oeste da América do Sul. Isso pode retroalimentar o aquecimento da água e muda o regime das tempestades em vários locais do planeta”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Como trata-se de um fenômeno em larga escala que produz impactos climáticos globais, é necessário que o aquecimento oceânico esteja acima de 0,5°C da média por três meses consecutivos para que o El Niño, efetivamente, esteja consolidado. A previsão aponta que isso ocorra em julho. 

“Por este motivo, o El Niño não impacta, ainda, diretamente o clima no Paraná, mas já poderá impactar a partir de julho. As previsões dos principais centros de monitoramento climático no mundo convergem para o registro de chuvas acima da média mensal até dezembro no Paraná, sendo muito acima durante a primavera”, ressalta Reinaldo. 

Há uma chance de 63% de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro. A previsão aponta a possibilidade de que o fenômeno em 2026 seja classificado entre os maiores eventos do El Niño no registro histórico, iniciado em 1950, até o momento.

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow