Novas gravações de câmeras de segurança revelaram que o lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes ficou completamente nu nas dependências de um edifício na Zona Norte do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na madrugada da última quinta-feira (5), logo após o atleta cometer uma série de agressões contra moradoras do condomínio.
Imagens flagram momento de nudez
Nas sequências divulgadas, o homem caminha próximo à área da portaria, para em frente a um espelho e decide retirar o próprio short, transitando sem vestimentas pelo local. Em outro trecho do material, uma das vítimas aparece deixando o elevador e se distanciando da zona onde sofreu a violência física.
Dinâmica da violência no condomínio
A confusão teve início quando uma moradora de 40 anos saiu de seu apartamento para socorrer uma idosa de 81 anos que pedia ajuda após ser atacada pelo suspeito. A mulher mais velha sofreu traumatismo craniano devido aos golpes, enquanto a vizinha que tentou defendê-la conseguiu se levantar e escapar logo após a briga no elevador.
Prisão e crimes investigados
O caso está sob responsabilidade da 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira), onde o atleta de artes marciais foi autuado em flagrante. A Justiça converteu a prisão do suspeito, que agora responderá por múltiplos crimes, incluindo tentativa de feminicídio, invasão de domicílio, lesão corporal, ameaça e resistência à prisão.
Hospitalização e defesa
Ambas as vítimas precisaram ser socorridas pelo Corpo de Bombeiros e foram encaminhadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde seguem internadas recebendo atendimento médico. Durante o interrogatório policial, o investigado alegou amnésia temporária.
Em depoimento divulgado pela CNN Brasil, ele afirma não se lembrar dos ataques. O lutador disse ainda que faz uso de anabolizantes e que, provavelmente por causa das substâncias, não consegue recordar o que havia acontecido.
Possível motivação misógina
As autoridades policiais continuam apurando as circunstâncias do crime para determinar o que motivou a violência extrema. Em declaração sobre o caso, o delegado Álvaro de Oliveira Gomes afirmou que há indícios de misoginia, caracterizada pelo ódio ou aversão às mulheres. O preso permanece à disposição da Justiça na capital fluminense.








