A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, atinge cerca de 38,1 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais, o equivalente a 23,9% da população adulta. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE e reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento médico.
A condição ocorre quando a força do sangue contra as paredes das artérias permanece elevada. A pressão arterial de 140 por 90 mmHg, conhecida como “14 por 9”, é um dos parâmetros utilizados para identificar a hipertensão. A classificação e o diagnóstico devem considerar a avaliação de um profissional de saúde.
Doença pode passar despercebida
A hipertensão é considerada uma doença silenciosa porque muitas pessoas não apresentam sintomas. Quando aparecem, os sinais podem incluir dor de cabeça, tontura, enjoo, zumbido no ouvido, visão embaçada, falta de ar e palpitações.
Sem controle adequado, a pressão elevada pode prejudicar órgãos como coração, rins e cérebro, além de aumentar o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica e morte prematura.
Fatores de risco e diagnóstico
A hereditariedade está entre os fatores relacionados à hipertensão. Os hábitos de vida também influenciam o desenvolvimento da condição, como o consumo excessivo de sal e bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse.
Uma única medição não é suficiente para confirmar o diagnóstico. A pressão pode sofrer alterações por fatores como bexiga cheia, alimentação recente ou conversa durante a aferição. Por isso, a avaliação pode envolver medições em dias diferentes ou exames como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), que acompanha os níveis durante 24 horas.
Tratamento e prevenção
A hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico, uso de medicamentos quando prescritos e mudanças nos hábitos diários. Entre as medidas recomendadas estão reduzir o consumo de sal, praticar atividades físicas, manter um peso saudável, evitar o cigarro e limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.
Uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras, também contribui para a saúde cardiovascular. Já o consumo de produtos industrializados e embutidos deve ser moderado.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos para o tratamento da hipertensão gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e pelo programa Farmácia Popular, conforme os critérios de cada modalidade de atendimento.
A aferição regular da pressão e o acompanhamento com profissionais de saúde são importantes para identificar alterações e evitar complicações.







