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Oracle freia gastos com inteligência artificial e acalma mercado financeiro

Gigante tecnológica projeta fluxo de caixa acima de US$ 30 bilhões para 2029 e impulsiona ações do setor de computação em nuvem.

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Oracle promete limitar captação para IA e vê pico de investimentos até 2028

A Oracle anunciou projeções financeiras que indicam o ápice de seus investimentos em infraestrutura de tecnologia para os próximos dois períodos fiscais, sinalizando um controle rígido sobre futuras captações de recursos voltadas à inteligência artificial.

Estratégia para acalmar o mercado

Durante um evento corporativo realizado em Las Vegas, executivos da companhia detalharam o plano para conter o endividamento decorrente da expansão massiva de seus data centers. A decisão gerou alívio imediato entre acionistas, fazendo com que os papéis da empresa disparassem mais de 12% na bolsa de valores, arrastando positivamente outros players do segmento de computação em nuvem.

“A Oracle está tentando mostrar aos investidores que há um método por trás da aparente loucura de seus enormes gastos com infraestrutura de IA”, disse Jacob Bourne, analista da Emarketer. “Embora as projeções sejam ambiciosas e estejam longe de serem garantidas, elas demonstram compreensão das preocupações dos investidores e oferecem um caminho otimista para resolvê-las.”

Desafios e dependência de parceiros

O avanço da corporação no ecossistema tecnológico tem gerado debates profundos no mercado financeiro devido ao ritmo acelerado de investimentos. Ao contrário de outras gigantes do setor que contam com faturamentos consolidados, a empresa de Larry Ellison firmou contratos expressivos com a OpenAI — criadora do ChatGPT, que ainda opera no vermelho —, exigindo aportes bilionários em novas estruturas físicas e financiamentos via emissão de dívidas e ações.

Previsões de fluxo de caixa e autonomia financeira

A diretora financeira Hilary Maxson pontuou que o fluxo de caixa livre da organização deve retornar ao patamar positivo já na segunda metade do ano fiscal de 2028. A expectativa é que esse indicador ultrapasse a marca de US$ 30 bilhões no período subsequente, acompanhando a desaceleração natural nos aportes de capital.

“Já dissemos que precisamos de financiamento adicional de até US$ 20 bilhões para o restante do ano fiscal de 2027”, afirmou Maxson. “Estamos anunciando que esses US$ 20 bilhões, divididos igualmente entre dívida e capital próprio, são o valor final necessário para financiar o restante deste ciclo.”

Metas de longo prazo

Com o término da dependência de capital externo previsto para 2029, a companhia mira horizontes ambiciosos para o final da década. As diretrizes divulgadas apontam para uma receita superior a US$ 225 bilhões e uma margem operacional ajustada acima de 40% até o ano fiscal de 2030, consolidando uma nova fase de estabilidade e crescimento sustentável para o negócio.

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