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Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa 12 mortos e centenas de feridos

Incidente em Riad é considerado o mais letal no reino em mais de dez anos e paralisa voos na região

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Ataque ao aeroporto de Riad, na Arábia Saudita, mata 12 e fere 309

Um atentado registrado no sábado (10.out.2026) contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, situado em Riad, capital da Arábia Saudita, resultou na morte de pelo menos 12 pessoas e feriu outras 309, conforme balanço divulgado pela autoridade de aviação civil do país. Trata-se da ocorrência mais violenta registrada em território saudita em mais de dez anos.

Escalada de violência na semana

A ofensiva deste fim de semana marcou o terceiro ataque consecutivo direcionado ao complexo aeroportuário no período de sete dias. As duas investidas anteriores haviam provocado a morte de quatro pessoas e gerado estragos severos em um avião comercial da frota saudita.

De acordo com dados fornecidos pela Gaca (Autoridade Geral de Aviação Civil saudita), as vítimas fatais compreendem “4 cidadãos sauditas e residentes das seguintes nacionalidades: 2 bengaleses, 1 norte-americano, 1 egípcio, 1 jordaniano, 1 sírio, 1 palestino e 1 sudanês“. O departamento governamental também confirmou a existência de “pessoas em estado grave” entre as vítimas socorridas.

Impacto na infraestrutura e atendimento

“Todos os feridos estão recebendo os cuidados médicos necessários em diversos hospitais. Que Allah conceda Sua misericórdia àqueles que perderam suas vidas e conceda aos feridos uma rápida recuperação.
O ataque também causou danos materiais, cuja extensão está sendo avaliada.”

Em decorrência do impacto, todas as rotas aéreas com destino a Riad precisaram ser redirecionadas, culminando na paralisação total das atividades do terminal, que serve a uma metrópole de aproximadamente 8 milhões de habitantes. Diante do cenário de risco, a representação diplomática norte-americana emitiu um alerta severo: a embaixada dos EUA em Riad “recomenda enfaticamente que todos os cidadãos norte-americanos evitem o aeroporto e as áreas ao redor”.

Contexto geopolítico e tensões regionais

As raízes do conflito no Iêmen remontam a 2015, período em que o governo saudita encabeçou uma aliança militar com o objetivo de retirar os houthis da capital iemenita, Sanaa, gerando uma crise humanitária de proporções catastróficas marcada por mortes em combate e escassez de alimentos.

A trégua estabelecida em 2022 entre as partes ruiu nos primeiros meses de 2026. Na sequência, os rebeldes houthis capturaram das tropas oficiais o estreito de Bab el-Mandeb, uma rota marítima crucial situada no Mar Vermelho. Com a expansão do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã a partir de fevereiro de 2026, as hostilidades atingiram o Iêmen, onde forças locais apoiadas por Riad iniciaram recentemente uma campanha de retomada territorial. Enquanto isso, o grupo houthi intensificou o cerco à cidade de Taiz, mantendo uma sequência de agressões que já havia forçado companhias aéreas a interromper rotas para a capital saudita.

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