–:–:–
Conecte-se conosco

Risco de extinção humana até 2100 inclui guerra nuclear e inteligência artificial

Comissão internacional mapeou 17 grandes ameaças à saúde global que exigem ações urgentes de líderes políticos

39 visualizações
Guerra nuclear e IA podem extinguir a humanidade até 2100, alertam especialistas

Uma avaliação internacional de riscos aponta que a humanidade pode enfrentar a extinção até 2100 em decorrência de uma guerra nuclear ou do uso malicioso da inteligência artificial (IA). Os dois cenários estão entre as 17 principais ameaças à saúde humana identificadas por uma comissão de especialistas, que também inclui a crise climática, a desnutrição infantil e a redução da ajuda internacional.

Detalhes do levantamento internacional

O estudo foi elaborado pela Comissão da The Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21, composta por 35 pesquisadores. O grupo ressalta que os perigos estão interconectados e demandam respostas conjuntas, embora existam soluções viáveis para cada um deles. Os dados foram divulgados durante a Cúpula Mundial da Saúde, em Berlim, na Alemanha.

Consequências extremas e ameaças tecnológicas

Conforme o documento, embora a probabilidade de uma catástrofe nuclear ou do uso nocivo da IA seja baixa, o potencial destrutivo é absoluto. No primeiro caso, detritos na atmosfera bloqueariam a luz solar, gerando fome mundial. No segundo, algoritmos poderiam ser empregados na fabricação de armas biológicas em massa.

Christopher Murray afirmou que as decisões tomadas atualmente por líderes políticos terão efeitos sobre a saúde e o bem-estar das próximas gerações.

As 17 maiores ameaças globais

A classificação utilizou como base a perda de anos de vida saudável (DALYs) decorrente de doenças, incapacidades ou mortes prematuras. Além da tecnologia e de conflitos, o ranking engloba poluição do ar, resistência antimicrobiana, desnutrição, mudança climática, conflitos convencionais, corte na ajuda externa, alcoolismo, hipertensão, desigualdade social, baixa escolaridade, pandemias naturais, obesidade, transtornos mentais, tabagismo e envelhecimento inadequado.

Impactos regionais e cortes financeiros

Conter o aquecimento global em 1,8 °C evitaria a perda de quase 2 bilhões de anos de vida saudável. Enquanto nações ricas sofrem mais com obesidade e transtornos mentais, países pobres lidam com baixa escolaridade e cortes na ajuda internacional de potências como Estados Unidos e Reino Unido, o que pode custar 1,5 bilhão de DALYs até 2100, atingindo sobretudo a África Subsaariana.

Ibrahim Abubakar afirmou que o objetivo do levantamento não é alarmar a população, mas oferecer informações para orientar decisões de governos e formuladores de políticas públicas.

O projeto continuará ativo com atualizações anuais para monitorar o cenário global e antecipar crises.

Mais em Tecnologia

Ver tudo →