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Pentágono transmitirá ao vivo execução militar por fuzilamento

A medida inédita nos Estados Unidos em mais de 60 anos foi confirmada após aval do presidente Donald Trump para o dia 3 de dezembro.

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Pentágono vai transmitir ao vivo execução por fuzilamento

Pela primeira vez em mais de seis décadas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizarão uma pena capital que será transmitida ao vivo para o público, conforme confirmado pelo secretário de Defesa Pete Hegseth.

Detalhes da execução marcada para dezembro O fuzilamento de Nidal Hasan acontecerá na base militar de Fort Hood no dia 3 de dezembro, às 13h, horário escolhido por coincidir com o momento em que o crime foi cometido em 2009. Hasan foi sentenciado à morte após matar 13 pessoas e deixar outras 32 feridas em um atentado a tiros na mesma instalação militar.

Posicionamento do governo norte-americano Questionado sobre o processo de decisão, Hegseth respondeu: “Nem precisava pensar. Execução por fuzilamento”. E acrescentou: “Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público, porque as pessoas precisam entender que há consequências sérias para esse tipo de coisa”.

A sanção presidencial ocorreu após o presidente Donald Trump aprovar o método na segunda-feira. O Exército americano não executa prisioneiros sob a pena máxima desde 1961, levantando questionamentos de especialistas jurídicos sobre os trâmites regulatórios.

Histórico de Trump e o método escolhido Conhecido defensor da pena capital, Trump expandiu seu uso drasticamente no final de seu primeiro mandato. Relatos anteriores indicam que o mandatário demonstrava preferência por métodos considerados mais severos.

“Ele tinha uma preferência especial pelo pelotão de fuzilamento, porque parecia mais dramático do que o método que usamos, em que colocamos uma seringa nas pessoas e as fazemos dormir”, disse à Rolling Stone, em 2023, um ex-funcionário da Casa Branca. “Ele gostava da ideia de executar grandes números de traficantes e chefes do tráfico porque dizia: ‘Essas pessoas não se importam com nada’ e que elas comandam seu império de drogas e fazem negócios da prisão mesmo assim; depois, voltam às ruas, recuperam todo o dinheiro e continuam cometendo crimes… e, portanto, precisam ser eliminadas, não encarceradas”.

Críticas financeiras e operacionais Especialistas apontam que a reintrodução desse tipo de procedimento exigirá um aporte financeiro expressivo dos cofres públicos para adequação estrutural.

Ao comentar as críticas e os custos financeiros da retomada das execuções por fuzilamento, Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, disse anteriormente à Rolling Stone: “Será preciso desenvolver protocolos e construir novas instalações para viabilizar o uso desses métodos de execução. A implementação desses novos métodos exigirá um investimento enorme de dinheiro dos contribuintes e de recursos públicos. E não acho que o público americano ficará satisfeito com a ideia de que é nisso que seus recursos e o dinheiro dos contribuintes estão sendo gastos”.

O desdobramento dessa decisão marca uma guinada histórica na política penal militar norte-americana, reacendendo debates intensos sobre direitos humanos, custos operacionais e a publicidade de punições severas no país.

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