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Lula critica adversários e reforça apoio ao fim da escala 6×1

Candidato à reeleição discursou em Ceilândia durante ato de campanha para o segundo turno das eleições

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Brasil não será governado por sócios do Banco Master, diz Lula

O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato de campanha para o segundo turno em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal localizada a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília. Na ocasião, o chefe do Executivo voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho de seis dias seguidos com apenas um dia de descanso.

Em defesa da nova jornada trabalhista

“Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansarem dois. Fim da escala 6×1.”

A agenda do candidato incluiu ainda a confirmação de presença em um novo evento de campanha marcado para este sábado (10) na cidade de Natal. Durante o comício, o político também comentou sobre a estratégia de comunicação para a reta final da disputa eleitoral e prometeu forte engajamento na televisão e na internet, brincando com a proximidade com o eleitorado: “Agora, estou virando rei da selfie!”

Críticas a opositores e aliados políticos

Acompanhado pela primeira-dama Janja Lula da Silva, pelo candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), e pela candidata a vice na chapa, Dora Gomes, o atual mandatário elevou o tom contra seus rivais políticos ao discursar para os eleitores presentes no Distrito Federal.

“Podem ficar certos de que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas com covid-19. Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro.”

Soberania nacional e símbolos pátrios

No mesmo discurso, o candidato enfatizou a importância da soberania do país e buscou associar sua base de apoio aos símbolos nacionais, contrapondo sua visão à de seus adversários políticos em relação às potências estrangeiras.

“Do outro lado, estão aqueles que amam a bandeira americana. Essa [bandeira verde e amarela] é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano. Do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e a riqueza do Brasil são do povo brasileiro.”

O evento na região administrativa integrou a mobilização da campanha presidencial na Região Centro-Oeste, servindo como palanque para reforçar propostas trabalhistas e demarcar diferenças ideológicas visando à disputa do segundo turno.

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