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Estudo aponta falhas em alertas de desastres por SMS no Brasil

Pesquisa avaliou mais de 70 mil comunicados enviados por órgãos de defesa civil entre 2018 e 2023.

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Estudo sugere melhorias para alertas de desastres no Brasil

Uma pesquisa recente revelou que uma parcela mínima dos avisos de emergência enviados por celulares no país atende aos critérios fundamentais para uma comunicação eficiente. O levantamento examinou mais de 70 mil textos disparados pela defesa civil em território nacional.

Metodologia e falhas nos comunicados O trabalho acadêmico avaliou 73.701 mensagens registradas na Agência Nacional de Telecomunicações no período de cinco anos. Os autores examinaram itens como fonte, perigo, área afetada, instruções e duração, utilizando diretrizes oficiais de codificação.

As lacunas identificadas abrangeram desde a falta de clareza sobre o local exato até a ausência de prazos para o fim do risco. A palavra que define a gravidade do evento, por exemplo, ficou ausente na grande maioria dos textos, comprometendo a compreensão imediata por parte da população.

“Ao receber uma mensagem, a pessoa precisa conseguir identificar se está em risco, entender o que está acontecendo, saber onde o evento pode ocorrer, o que deve fazer e por quanto tempo precisa permanecer em alerta”, explica Luciene.

Desafios tecnológicos e estratégias O limite de 160 caracteres imposto pela tecnologia de mensagens de texto foi apontado como um obstáculo significativo para detalhar as ocorrências. Diante disso, especialistas defendem a adoção de estratégias que integrem diferentes plataformas para alcançar a sociedade com maior precisão.

“Quanto mais clara e específica for a mensagem, maiores são as condições para que ela seja compreendida e utilizada na tomada de decisão”, acrescenta a pesquisadora da PUCPR.

A necessidade de diversificação tecnológica visa atender às particularidades regionais e sociais de cada comunidade atingida por fenômenos extremos.

“Um sistema multicanal precisa considerar as características da população, incluindo diferentes níveis de alfabetização e acesso à informação, a presença de pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos que podem enfrentar barreiras de comunicação; as características do território; os meios de comunicação disponíveis e acessíveis; e a dinâmica do fenômeno”, afirma.

Perfil dos alertas no país As precipitações fortes lideraram os motivos de comunicação, concentrando cerca de três quartos dos avisos, seguidas por episódios de baixa umidade e ocorrências de granizo. Temporalmente, o período da primavera e do verão concentrou a maior parte dos disparos anuais.

Regionalmente, a porção sudeste concentrou a maior fatia dos comunicados emitidos, seguida pela região sul e pelas demais áreas do território nacional, refletindo a distribuição das ocorrências climáticas monitoradas pelos órgãos competentes.

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