A Rua da Cidadania do Cajuru, localizada em Curitiba, inaugurou um espaço literário inovador que opera sem a presença de funcionários. O projeto é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de oito estudantes matriculados na Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi) e já está aberto ao público.
H2 Estrutura ecológica e acervo colaborativo
O novo espaço cultural fica situado no primeiro andar do complexo, próximo ao anfiteatro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O térreo do edifício já abriga a Casa da Leitura Hilda Hilst, mantida pela Fundação Cultural. A iniciativa da Unapi resulta de uma colaboração entre o governo do estado e a administração municipal, contando com três unidades na capital sob a coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH).
H3 Sustentabilidade e reaproveitamento de materiais
Neste momento inicial, o catálogo dispõe de aproximadamente 250 exemplares, englobando literatura infantil, clássicos, obras de arte e sucessos de vendas. O material foi inteiramente arrecadado por meio de doações de participantes, amigos e outros núcleos da instituição. As prateleiras foram construídas com recursos ecológicos, utilizando pallets e caixas de feira higienizadas e pintadas.
O conceito ecológico guia toda a iniciativa. “O grupo se embasou nos pontos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que tratam de saúde e bem-estar, educação de qualidade e cidadania e comunidades sustentáveis. Também é um contraponto à cultura das telas e valorização do meio por onde eles aprenderam a ler e desenvolveram o gosto pela leitura”, explica a coordenadora do polo Cajuru da Unapi, Carla Trisotto.
H2 Sistema de empréstimo baseado na confiança
O modelo operacional do local dispensa burocracias e controle de pessoal. Os visitantes podem retirar qualquer obra livremente, bastando registrar a retirada em uma planilha disponibilizada no balcão. “Não vai ter ninguém cuidando. A ideia é que as pessoas levem os livros, devolvam em bom estado assim que terminarem de ler e também doem títulos para aumentarmos o acervo e a circulação. Só pedimos que não tragam apostilas, manuais e livros religiosos”, conta a coordenadora do projeto e aluna da Unapi Cajuru Edite Viana dos Santos Alves, que é bibliotecária e consultora aposentada.
A idealizadora projeta que o controle de registros possa gerar novas conexões literárias futuras. “Poderemos reunir quem leu os mesmos títulos para discutir sobre o assunto abordado em cada obra. Seria muito interessante”, explica.
O desenvolvimento da proposta contou com a colaboração dos estudantes Claudete Lúcia Segueto, Eneida Neves da Rocha, Francisco Nocko, Jeni Amélia Laskoski, José Luís Alves Júnior, Mitsue Ito Possani e Ivanilda de Oliveira.







